Visitantes saem do Parque Zoológico Nacional Smithsonia em Washington DC, 17 de setembro| Foto: EFE/EPA/MICHAEL REYNOLDS
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O governo dos Estados Unidos suspenderá, a partir de novembro, as restrições de viagens a turistas estrangeiros, inclusive os do Brasil, que estejam completamente vacinados contra a Covid-19, anunciou uma autoridade da Casa Branca nesta segunda-feira (20).

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De acordo com as novas regras, todos os estrangeiros terão que apresentar comprovação de que receberam o esquema completo de uma vacina contra o coronavírus para entrar em território americano, disse Jeff Zients, coordenador das ações de combate à pandemia da Casa Branca. Esses passageiros não precisarão ficar em quarentena ao chegar ao país. A informação foi primeiro divulgada pelo jornal Financial Times.

Zients afirmou que a definição de "completamente vacinado" estará a cargo do Centro de Prevenção e Controle de Doenças (CDC) dos EUA, que também definirá a lista de vacinas que serão aceitas.

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Cidadãos americanos e estrangeiros vacinados em viagem aos EUA terão que fazer um teste de Covid-19 em até três dias antes da viagem e apresentar o resultado negativo ao embarcar. Os americanos que não estão vacinados estarão sujeitos a exigências mais rígidas para voltar ao país, incluindo testes diagnósticos no dia da viagem e depois de chegar em solo americano.

O CDC em breve emitirá uma ordem para que as companhias aéreas coletem os dados de contato dos viajantes (e-mail e telefone) para um novo sistema de rastreamento de contatos, o que facilitará o monitoramento de novos contágios. As autoridades entrarão em contato com os turistas para saber se eles estão com sintomas de Covid-19.

As novas regras mudam as políticas que estão em vigor desde o ano passado, ainda sob o governo de Donald Trump, e que foram mantidas pelo atual presidente Joe Biden, que impedem a entrada nos EUA da maioria dos viajantes estrangeiros que estiveram, nos 14 dias anteriores ao desembarque em solo americano, no Brasil, Reino Unido, nos países europeus do espaço Schengen que não têm controle de fronteiras, Irlanda, China, África do Sul, entre outros.