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relações internacionais

Hillary viaja à China em meio a drama com dissidente

O ativista judicial Chen Guangcheng, segundo um dos seus auxiliares, parece ter abrandado sua insistência inicial em permanecer na China para manter sua campanha por reformas

  • PorReuters
  • 01/05/2012 16:58

A secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, inicia na quarta-feira (2) uma visita a Pequim, onde um dissidente cego está supostamente refugiado na embaixada dos EUA, enquanto os dois países buscam uma solução antes de iniciarem um diálogo de alto escalão.

O ativista judicial Chen Guangcheng, segundo um dos seus auxiliares, parece ter abrandado sua insistência inicial em permanecer na China para manter sua campanha por reformas -posição que complicaria as negociações sino-americanas sobre seu destino.

"O movimento está encaminhado na direção de que a família de Cheng seja autorizada a vir para os EUA por questões que não sejam de asilo", disse Bob Fu, cuja entidade ChinaAid, voltada para a promoção de direitos políticos e religiosos, tem sido a principal fonte de informações sobre Chen.

"Chen insiste que não deseja buscar o asilo por si só. Acho que ele concordará em vir para tratamento médico e para viver uma vida mais segura após sete anos de tortura e miséria na China", disse Fu à Reuters na sede da ChinaAid em Midland, no Texas.

Fu, que fugiu da perseguição religiosa na China na década de 1990, previu que "o acordo pode vir em breve (...), em algumas semanas no máximo".

Para o ativista Guo Yushan, que ajudou Chen a fugir da prisão domiciliar e chegar a Pequim, foi um "milagre" que ele tenha conseguido burlar o maior aparato mundial de segurança doméstica.

Chen, que fez campanhas contra os abortos forçados que são parte da política chinesa de controle populacional, estava desde 2010 confinado na sua aldeia natal, na província de Shandong (leste). Antes, ele havia sido preso por acusações que qualificou de espúrias.

Na segunda-feira, o presidente dos EUA, Barack Obama, cobrou da China uma melhora na situação dos direitos humanos, mas foi cuidadoso para não dizer nada que pudesse complicar as chances de acordo no caso Chen.

Candidato à reeleição em novembro, Obama também busca evitar dar munição a seus rivais republicanos, que o acusam de ser brando demais com a China, e que pedem a Washington que assegure a proteção de Chen e de seus familiares contra perseguições.

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