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A China teme que as tensões na península coreana fujam ao controle se não forem adequadamente tratadas, disse nesta segunda-feira o presidente da China, Hu Jintao, ao colega norte-americano Barack Obama, na primeira conversa entre ambos sobre o assunto desde o bombardeio norte-coreano a uma ilha do Sul há duas semanas.

A Casa Branca disse que Obama, em telefonema a Hu, pediu a Pequim que colabore com os EUA e com outros governos para "enviar uma mensagem clara à Coreia do Norte de que suas provocações são inaceitáveis".

Ainda na segunda-feira, a secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, recebe os chanceleres do Japão e da Coreia do Sul para discutir o incidente de novembro na costa oeste da península, que deixou quatro sul-coreanos mortos, inclusive dois civis.

A China, que preside o atualmente paralisado processo de negociação nuclear com a Coreia do Norte, não foi convidada para o encontro em Washington, que no entanto deve discutir a proposta de Pequim para que seja realizada uma conferência regional de crise.

"Especialmente com a presente situação, se não for tratada adequadamente, as tensões podem crescer na península da Coreia e escapar ao controle, o que não seria do interesse de ninguém", afirmou Hu, segundo nota da chancelaria chinesa.

"A tarefa mais premente no momento é lidar calmamente com a situação", acrescentou Hu, segundo o site da chancelaria.

Na qualidade de única aliada relevante da Coreia do Norte, a China tem sido pressionada pelos EUA e por outros governos para conter as provocações do regime comunista de Pyongyang.

Hu disse que a China "lamenta profundamente" as mortes no incidente, mas Pequim evitou citar culpados.

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