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Durante audiência, Frances Haugen reiterou informações que havia revelado à imprensa americana e pediu “uma ação do Congresso”
Durante audiência, Frances Haugen reiterou informações que havia revelado à imprensa americana e pediu “uma ação do Congresso”| Foto: EFE/EPA/Jabin Botsford

Durante audiência na Subcomissão de Comércio para a Proteção do Consumidor do Senado dos Estados Unidos, a analista de dados Frances Haugen pediu nesta terça-feira (5) a criação de mecanismos legais para regulamentação do Facebook e outras mídias sociais, para evitar a disseminação de conteúdo prejudicial à democracia e à saúde mental de adolescentes.

Haugen trabalhou na empresa entre 2019 e maio deste ano e vazou informações para o Wall Street Journal que mostrariam que o Facebook sabe dos danos causados por seus aplicativos, mas não toma as medidas necessárias para resolver esses problemas, ao contrário do que prega em declarações públicas. Depois, Haugen revelou sua identidade e deu mais informações sobre o assunto ao programa 60 Minutes, da emissora americana CBS.

“É necessária uma ação do Congresso. Eles não resolverão esta crise sem a sua ajuda”, disse Haugen aos senadores, nesta terça-feira. “Os produtos do Facebook prejudicam as crianças, alimentam a divisão e enfraquecem nossa democracia. A liderança da empresa sabe como tornar o Facebook e o Instagram mais seguros, mas não fará as mudanças necessárias porque colocou seus lucros astronômicos antes das pessoas.”

Na entrevista ao 60 Minutes, Haugen havia informado que a raiz do problema foi uma mudança que o Facebook realizou em 2018 em seus algoritmos, que interferiu no feed de notícias do aplicativo e otimizou o conteúdo que gera engajamento ou reação. Uma pesquisa interna do próprio Facebook teria mostrado que “esse conteúdo é odioso, causa divisão e é polarizador”, destacou Haugen.

Além disso, os documentos vazados pela informante mostraram que um estudo interno do Facebook apontou que 13,5% das adolescentes entrevistadas disseram que o Instagram intensifica pensamentos suicidas e 17% relataram que o aplicativo faz piorar transtornos alimentares.

“Os documentos que forneci ao Congresso provam que o Facebook enganou repetidamente o público sobre o que a sua própria investigação revela sobre a segurança das crianças, a eficácia da sua inteligência artificial e o seu papel na divulgação de mensagens divisórias e extremistas”, afirmou Haugen aos senadores, que criticaram a empresa devido às revelações reveladas pela informante e disseram que o CEO Mark Zuckerberg “prefere velejar” a assumir responsabilidades.

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