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O chanceler Sergey Lavrov em encontro com o secretário-geral da ONU, António Guterres, na semana passada
O chanceler Sergey Lavrov em encontro com o secretário-geral da ONU, António Guterres, na semana passada| Foto: EFE/EPA/MAXIM SHIPENKOV

O gabinete do primeiro-ministro de Israel, Naftali Bennett, informou que o presidente russo, Vladimir Putin, pediu desculpas por comentários feitos pelo ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, a respeito de Adolf Hitler ter “sangue judeu”.

“O primeiro-ministro aceitou o pedido de desculpas do presidente Putin pelos comentários de Lavrov e agradeceu por esclarecer a visão do presidente sobre o povo judeu e a memória do Holocausto”, relatou o gabinete de Bennett.

Entretanto, o Kremlin informou que a conversa de Putin com Bennett abordou “memória histórica”, o Holocausto e a situação na Ucrânia, mas não mencionou o pedido de desculpas, segundo o jornal Times of Israel.

Em entrevista concedida no último final de semana a um canal italiano, o chanceler russo falou sobre uma suposta infiltração de neonazistas nas instituições ucranianas. Quando foi lembrado das raízes judaicas do presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, Lavrov respondeu que Hitler também teria “sangue judeu” e que “alguns dos piores antissemitas são judeus”.

A declaração gerou indignação em todo o mundo, mas especialmente na Ucrânia e em Israel, onde o ministro das Relações Exteriores, Yair Lapid, chamou os comentários do chanceler russo de “declaração imperdoável e ultrajante, além de um terrível erro histórico”.

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