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Jerusalém X Londres

Israel fecha consulado britânico após Reino Unido sancionar produtos de assentamentos na Cisjordânia

O ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Sa’ar, durante visita a Viena, na Áustria, em 10 de julho de 2025. (Foto: EFE/EPA/MAX SLOVENCIK)

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O ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Sa'ar, anunciou nesta terça-feira (8) o fechamento do consulado britânico em Jerusalém e uma série de outras “contramedidas” em resposta às sanções comerciais anunciadas pelo Reino Unido contra os assentamentos israelenses na Cisjordânia.

Criado em 1838, isto é, antes da fundação do Estado de Israel, o consulado britânico em Jerusalém Oriental opera sob um regime especial, assim como os da Espanha e de outros cinco países europeus.

O ministro também anunciou a proibição da entrada em Israel de 12 cidadãos do Reino Unido. Entre os vetados destacam-se o ex-líder trabalhista Jeremy Corbyn e Zarah Sultana, líderes do grupo de esquerda Your Party, assim como outros dez deputados do Parlamento britânico e o advogado Fahad Ansari, que representou o Hamas em um caso judicial no Reino Unido.

Entre as outras "contramedidas", Israel anunciou que retirará os representantes britânicos do Centro de Coordenação Cívico-Militar para Gaza (CMCC), um órgão multinacional estabelecido em outubro de 2025 para monitorar o cessar-fogo e coordenar a ajuda humanitária no enclave palestino; e proibiu as autoridades europeias de treinar as forças da Autoridade Nacional Palestina (ANP), na Cisjordânia.

"O povo judeu tem direito a viver em toda a terra de Israel", pontuou Sa'ar, em uma declaração em hebraico e inglês, na qual criticou a decisão do governo britânico por ser uma "grave ingerência no processo eleitoral" israelense, tendo em vista o pleito legislativo previsto para outubro.

Além disso, o chefe da diplomacia israelense acusou o governo liderado por Andy Burnham de adotar uma "retórica anti-israelense tendenciosa e parcial" que contribuiu "para o aumento sem precedentes dos ataques antissemitas".

"Digo ao governo trabalhista e a todos os governos do mundo que acreditam poder obrigar Israel a agir contra os interesses nacionais e de segurança: vocês não têm nenhuma chance de sucesso", acrescentou o chefe da diplomacia israelense.

A reação israelense ocorre em resposta à decisão, tornada pública hoje pelo governo britânico, de proibir o comércio de bens e serviços com os assentamentos israelenses na Cisjordânia, por considerar que isso prejudica a solução de dois Estados para o conflito palestino-israelense, e de sancionar os países que o pratiquem.

Paralelamente, 11 países europeus e o Canadá anunciaram a intenção de restringir o referido comércio, apontando preocupação com a deterioração da situação na Cisjordânia.

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