Brittney Griner admitiu posse do óleo de cannabis que foi encontrado em sua bagagem, mas disse que não teve intenção de infringir a legislação russa| Foto: EFE/EPA/YURI KOCHETKOV
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A jogadora americana de basquete Brittney Griner, acusada na Rússia de posse e tráfico de drogas, se declarou culpada nesta quinta-feira (7), durante julgamento que está sendo realizado em um tribunal de Moscou.

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A atleta, que utilizou um tradutor para se pronunciar durante toda a sessão, admitiu todas as acusações, embora tenha garantido que não desejava cometer qualquer tipo de crime, segundo veiculou a agência local de notícias Interfax.

Griner explicou no julgamento que a presença do óleo de cannabis que foi encontrado em sua bagagem, para ser utilizado em um cigarro eletrônico, se justifica pela pressa com que arrumou as malas para embarcar para a Rússia.

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A próxima audiência, em que há expectativa da decretação da sentença, está marcada para a próxima quinta-feira (14).

A advogada de Griner, Maria Blagovolina, informou que a admissão de culpa e a declaração de que não houve intenção de infringir a legislação russa foram uma estratégia para que a jogadora receba uma sentença menor.

“Certamente esperamos que essa circunstância, em combinação com as provas da defesa, seja levada em consideração ao proferir a sentença, e que esta seja leve”, disse a advogada a repórteres que cobrem o julgamento.

Na sessão desta quinta-feira, foram colhidos depoimentos de testemunhas indicadas pela acusação, que participaram da revista dos pertences da jogadora na alfândega russa.

Griner, de 31 anos, que é duas vezes campeã mundial e olímpica, foi detida em fevereiro deste ano no aeroporto internacional Sheremetyevo, em Moscou.

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Nos pertences da jogadora, fiscais da alfândega localizaram óleo de cannabis, o que levou a sua detenção por posse e tráfico de drogas.

Posteriormente, foi decretada sua prisão preventiva. Desde então, a americana está detida em unidade penitenciária russa. Especula-se que a prisão foi uma retaliação russa ao apoio americano à Ucrânia, invadida pelas tropas de Moscou na época em que Griner foi presa.

Anteriormente, foi noticiado que Rússia e Estados Unidos estariam negociando a troca da jogadora pelo comerciante de armas Viktor But, conhecido como o “mercador da morte”, condenado à prisão perpétua pela Justiça americana, o que não foi confirmado.

O Departamento de Estado americano considera que Brittney Griner foi detida injustamente. Esta semana, a jogadora enviou uma carta para o presidente americano, Joe Biden, para pedir ajuda.

A secretária de imprensa da Casa Branca, Karine Jean-Pierre, disse que o conselheiro de Segurança Nacional dos Estados Unidos, Jake Sullivan, e o secretário de Estado americano, Antony Blinken, conversaram com a esposa de Griner recentemente e que Washington vai “usar todas as ferramentas possíveis” para que a jogadora volte ao país.

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Infográficos Gazeta do Povo[Clique para ampliar]