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Comunicação

Jornal Clarín já foi devassado pela “Receita”

Em setembro de 2009, cerca de 200 inspetores da AFIP ( Admi­­nis­­tração Federal de Renda Pública, equivalente à Receita Federal) fizeram uma fiscalização no jornal Clarín em Buenos Aires. Eles cercaram a sede da empresa de comunicação e ficaram nas portas, entrevistaram alguns funcionários e chegaram a perguntar sobre seus salários e tributos.

Outros escritórios do grupo Clarín em Buenos Aires e em Córdoba também foram investigados e até domicílos de diretores da empresa foram inspecionados.

O então diretor da AFIP, Ricardo Echegaray, disse que não estava informado e só ficou sabendo da ocorrência pela in­­ternet. Ele despediu o diretor regional da AFIP, Andrés Váz­­quez e o subdiretor, Sergio Man­­cini, responsabilizados pelo "procedimento pouco usual em um meio de comunicação".

A edição do Clarín daquele dia havia publicado que a ONCCA (órgão que controla o comércio agropecuário) havia concedido a uma empresa um subsídio de 10 milhões de pesos de maneira irregular. A instituição era supervisionada por Echegaray.

No mesmo dia, os políticos Mauricio Macri, Francisco de Narváez e Ernesto Sanz se reuniram no Congresso para rechaçar a Lei de Meios Audio­­visuais kirchnerista e repudiar a operação no jornal Clarín. O então vice-presidente, Julio Cobos, também se manisfetou contra a atitude realizada pelo agente da AFIP.

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