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O encontro entre os dois líderes, Kim Jong-un e Moon Jae-in, foi marcado por um surpreendente nível de simpatia entre os dois | KOREA SUMMIT PRESS POOL/AFP
O encontro entre os dois líderes, Kim Jong-un e Moon Jae-in, foi marcado por um surpreendente nível de simpatia entre os dois| Foto: KOREA SUMMIT PRESS POOL/AFP

Os líderes da Coreia do Norte e da Coreia do Sul prometeram nesta sexta-feira (27) trabalhar pela “desnuclearização” da península, após um dia histórico de negociações na fronteira que as dividiu por quase sete décadas.

O encontro foi marcado por um surpreendente nível de simpatia entre os dois – incluindo um caloroso abraço na assinatura da conclusão das conversas -, mas sem muitos detalhes sobre o que, exatamente, “desnuclearização” significa para cada um deles.

Ainda assim, o fato de Kim Jong-un e Moon Jae-in terem passado tanto tempo juntos e feito uma declaração conjunta marca um progresso importante nas negociações, após um longo período de ameaças que trouxeram o medo da guerra de volta à Península Coreana.

“Isso abre um espaço político para Trump ter seu próprio encontro com Kim”, disse Duyeon Kim, membro do Fórum do Futuro da Península Coreana. “Mas, acreditar ou não em Kim Jong-un já é uma história completamente diferente”, acrescentou.

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EUA

O compromisso de “desnuclearização” atinge diretamente Washington porque implica que as armas nucleares americanas também não serão permitidas na Coreia do Sul.

Os Estados Unidos, aliado da Coreia do Sul, enviam regularmente aviões e navios com capacidade nuclear para o país durante exercícios militares. Ou seja, o acordo pelo fim das armas nucleares na península poderia incluir o término da aliança entre EUA e Coreia do Sul.

Kim e Moon também concordaram em trabalhar para transformar o acordo de armistício que encerrou a Guerra da Coréia em 1953 em um tratado de paz que oficialmente encerraria a guerra. Os Estados Unidos assinaram o acordo de armistício em nome do lado sul-coreano, e Trump disse que apoia tal movimento.

O calor da reunião e os sinais positivos, ainda que vagos, também prepararam o terreno para o encontro entre o ditador da Coreia do Norte e o presidente Donald Trump, que deve ocorrer no final de maio ou começo de junho. Trump disse que só irá às negociações se sentir que elas serão bem-sucedidas.

A Casa Branca comemorou o encontro entre os dois líderes da Coreia.

“Desejamos boa sorte ao povo coreano”, afirmou a secretária de imprensa Sarah Huckabee Sanders em comunicado.

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“Estamos esperançosos de que as negociações possam alcançar um futuro de paz e prosperidade para toda a Península Coreana”, disse ela, acrescentando que a Casa Branca espera que as “discussões robustas” preparem o caminho para o encontro planejado entre Trump e Kim.

Quando Kim cruzou a fronteira que divide a Península Coreana por 65 anos, foi a primeira vez desde que a Guerra da Coréia terminou, em 1953, que um líder norte-coreano chegou à Coreia do Sul. O fato foi transmitido pelos meios de comunicação ao vivo e todo o país parou para assistir.

Este é o terceiro encontro, depois da guerra, entre líderes das duas Coreias, o primeiro em solo sul-coreano.

Em 2000, o presidente sul-coreano Kim Dae-jung foi a Pyongyang para se encontrar com o então líder Kim Jong-il, pai do atual ditador norte-coreano, e recebeu o Prêmio Nobel da Paz por seus esforços. No entanto, o brilho da ação se apagou quando veio à tona a informação de que a Coreia do Sul teria pagado US$ 500 milhões pelo encontro.

Roh Moo-hyun, sucessor de Kim Dae-jung, seguiu o exemplo viajando para Pyongyang em 2007 e também se encontrando com Kim Jong Il. Na época, Moon era chefe de gabinete de Roh e chefe do comitê de preparação da cúpula.

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