
Washington - Enfrentando uma série de grandes desafios na Ásia, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, iniciou ontem sua primeira ampla viagem ao continente, onde uma China emergente e um Japão mais afirmativo estão enfrentando a posição norte-americana na diplomacia e no comércio.
Obama visitará quatro países Japão, China, Cingapura e Coreia do Sul. A viagem também coloca no cenário um continente que muda dramaticamente.
"Uma das minhas mais importantes tarefas é continuar a fortalecer a relação entre os EUA e a Ásia", disse Obama em entrevista antes de partir.
Obama é esperado no Japão pelo novo primeiro-ministro Yukio Hatoyama, que chegou ao poder pedindo por uma parceria mais igualitária com Washington. Hatoyama também prometeu parar de abastecer os navios da coalizão liderada pelos Estados Unidos que transportam armas e suprimentos para a guerra no Afeganistão, além de propor a revisão do acordo militar que permite aos EUA estacionarem 47 mil soldados no Japão. Hatoyama propõe ainda a formação de um bloco comercial asiático que exclua os Estados Unidos.
Mas o maior desafio de Obama na Ásia é o crescente poder econômico e militar da China. Enquanto os EUA ainda lutam para sair da recessão, a economia chinesa se recupera com brilho. Também existe a questão do déficit comercial americano.
Pela avaliação dos EUA, a moeda chinesa, o yuan, está subvalorizada, embora Pequim tenha sinalizado que está pronta a permitir a valorização do yuan.







