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Os EUA no Afeganistão: fugindo de uma “guerra sem fim”
| Foto: STRINGER/Agência EFE

Onde a América errou no Afeganistão foi em “construir a nação”. Isso é um mito. Nações não constroem nações. Nações se reconstroem a si mesmas. O presidente Joe Biden, previsivelmente, não aprendeu a lição. O oposto de "construir uma nação" não é fugir. É ser realista.

Depois da 2.ª Guerra Mundial, o Japão reconstruiu o Japão. A Alemanha Ocidental reconstruiu a Alemanha Ocidental. Claro, os Estados Unidos ajudaram, mas você não pode ajudar um povo que não quer ou não é capaz de ajudar a si mesmo.

Esses países limparam os escombros e correram atrás. Eles também tinham uma vantagem. Eles não estavam sendo invadidos enquanto tentavam reconstruir. Não no Afeganistão.

Quem poderia contestar a decisão de expulsar o Talibã, os bastardos que hospedaram os malfeitores responsáveis ​​pelo 11 de Setembro?

Mas depois disso, os Estados Unidos entraram em um longo período de tentativa e erro - principalmente erro.

O Afeganistão nunca poderia ser reconstruído como a Alemanha ou o Japão, enquanto o Talibã pudesse continuamente cruzar o território do Paquistão e ameaçar um retorno. Havia poucas opções boas.

O presidente George W. Bush queria aumentar a fronteira e bloqueá-la. Ele saiu do governo antes de tentar. O presidente Barack Obama chegou e fez um esforço indiferente para não parecer fraco. Ele deu aos militares metade do tempo e metade das tropas que eles precisavam.

Obama teria preferido ir embora como fez com outros problemas como Iraque, Síria e Líbia. Mas com o Estado Islâmico invadindo o Iraque e Begasi, ele não podia se dar ao luxo de dar no pé e ver o que acontecia. Ele entregou alegremente a bagunça nas mãos do ex-presidente Donald Trump.

Trump reconheceu que “construir a nação” do Afeganistão era um absurdo. Ele também aceitou que os EUA tinham interesses importantes. Ele não queria que o país se transformasse novamente em uma Disneylândia terrorista. Nem queria que os problemas do Afeganistão desestabilizassem o sul da Ásia. Nem queria que o país parecesse um perdedor perante o Talibã. Isso apenas criaria outro conjunto de problemas sérios.

Trump reduziu o escopo de forças ao indispensável para deter o Talibã e proteger os interesses dos EUA e iniciou com ele negociações baseadas em resultados, onde os próximos passos seriam baseados no cumprimento de promessas. O número de tropas era mínimo.

Os EUA deveriam manter sua posição assim - um pequeno contingente de manutenção da paz para apoiar a diplomacia.

Biden evidentemente esqueceu os fracassos da política externa de Obama e imediatamente voltou ao velho manual de ir embora e ver o que acontece.

Ele provavelmente suspeitou que o Afeganistão entraria em colapso, como os militares o advertiram. Sem dúvida, ele pensava que o Talibã esperaria até que os EUA fossem embora. Mas claro, isso não aconteceu.

Por que eles deixariam de lado a oportunidade de humilhar os Estados Unidos?

James Carafano é um dos principais especialistas em segurança nacional dos Estados Unidos, é vice-presidente de Estudos de Política Externa e Defesa da Heritage Foundation.

©2021 The Daily Signal. Publicado com permissão. Original em inglês.
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