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O presidente russo, Vladimir Putin, encontra-se com o público da Crimeia por meio de um link de vídeo em Moscou em 18 de março de 2021.
O presidente russo, Vladimir Putin, encontra-se com o público da Crimeia por meio de um link de vídeo em Moscou em 18 de março de 2021.| Foto: Alexey DRUZHININ / SPUTNIK / AFP

Vladimir Putin, presidente da Rússia, respondeu nesta quinta-feira as acusações do presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, que o chamou de “assassino”.

Os EUA também devem impor sanções à Rússia já na próxima semana devido a um relatório da inteligência norte-americana que apontou para interferência russa nas últimas eleições.

Putin, por sua vez, parece ter deixado o insulto passar, mas não deixou de dar sua resposta: “Sabe, eu me lembro da minha infância, quando discutíamos no parquinho, costumávamos dizer: ‘é preciso de um para conhecer um’ (que em português seria o equivalente de ‘quem chama é’)”, afirmou à televisão estatal russa.

Apesar do gracejo, Putin explicou o que queria dizer: “Isso não é uma coincidência, não é apenas um ditado ou uma piada infantil. Há um profundo significado psicológico. Sempre vemos nossas próprias características nas outras pessoas e pensamos que são como nós realmente somos. E, como resultado, avaliamos as ações [de uma pessoa] e a taxamos”, filosofou ele.

Antes disso, Putin disse que a primeira coisa que responderia ao presidente americano seria "saúde; sem ironia", segundo ele.

O presidente russo também propôs ao mandatário americano "uma discussão" nos próximos dias: "Gostaria de propor ao presidente Biden que continue a nossa discussão, mas com a condição de que o façamos ao vivo, online como dizem", acrescentando que gostaria que o debate acontecesse logo, pois seria "do interesse do povo russo e do povo americano".

Reação do Kremlin

Mais cedo, em resposta aos comentários de Biden, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse a repórteres nesta quinta-feira que "não houve nada parecido na história".

Ele afirmou que estava claro que Biden "definitivamente não quer melhorar as relações" com a Rússia e que a relação entre os dois países está "muito ruim".

Peskov também explicou por que o embaixador russo nos EUA foi chamado de volta: “O mais importante para nós é identificar maneiras de retificar as relações Rússia-Estados Unidos, que estão passando por tempos difíceis porque Washington, na verdade, as levou a um beco sem saída.”

Casa Branca

Nesta quinta-feira, a porta-voz da Casa Branca, Jen Psaki, não retirou ou se desculpou pela acusação de ter chamado o líder da Rússia, Vladimir Putin, de "assassino". "O presidente deu uma resposta direta a uma pergunta direta", disse a assessora durante uma coletiva de imprensa.

Na coletiva de imprensa, porém, Psaki disse que dois líderes concordam em "continuar procurando maneiras de trabalhar juntos".

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