
Recompensar acertos pode ser mais eficaz que punir os erros. É o que mostra um novo experimento em teoria dos jogos, divulgado ontem na revista Science.
No jogo dos Bens Públicos um modelo de economia experimental , jogadores escolhem se querem ou não contribuir com dinheiro para um montante comum. Este é multiplicado e redistribuído igualmente, independentemente de quem contribui e de quem não o faz.
Quando as pessoas jogam uma versão pura do jogo, a tentação de tirar proveito da situação pegar a recompensa sem contribuir nada frequentemente leva à rápida desintegração da cooperação. Pesquisa anterior mostrou que a cooperação é promovida ao permitir que os jogadores punam os aproveitadores: jogadores cooperativos pagariam uma pequena taxa que os permitisse infligir uma perda ao transgressor. Esta abordagem era mais efetiva que a recompensa, pelo menos em jogos em que os jogadores trocavam de parceiros a cada rodada.
Os jogadores poderiam escolher recompensar ou punir os outros a uma pequena taxa, caso o fizessem. Rand percebeu que recompensar ou punir conduziam igualmente à cooperação e a ganhos maiores.
No entanto, quando os jogadores tinham a opção de punir ou recompensar, e escolhiam recompensar, eles terminavam com um ganho final líquido ainda maior.
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Astronautas instalam tanque de refrigeração na estação espacial (foto)
Washington - Um astronauta americano e um sueco instalaram ontem um tanque de refrigeração na Estação Espacial Internacional (ISS), em uma saída ao espaço realizada apesar da proximidade perigosa de lixos espaciais.
O sueco Christer Fuglesang e o americano Danny Olivas instalaram um tanque de amoníaco para manter a ISS fria e realizaram várias tarefas de manutenção.
Esta é a segunda das três saídas espaciais da missão do ônibus espacial Discovery à ISS. Um pouco antes da saída, um detrito espacial se dirigia para a ISS, mas a Nasa afirmou que isso não afetaria as duas saídas planejadas.
"Tínhamos elementos suficientes para saber que o dejeto não era uma ameaça para a ISS", explicou o diretor de voo, Heather Rarick.
O controle da missão permanecerá alerta para a movimentação do Ariane 5, um foguete espacial europeu de 19 metros quadrados que deve passar a cerca de três quilômetros de distância da ISS.
AFP
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Ártico está no seu momento mais quente em 2.000 anos
Washington - As emissões de gases do efeito estufa fizeram com que na última década o Ártico atingisse seu momento mais quente dos últimos 2.000 anos, revertendo uma tendência natural de resfriamento que deveria ter durado mais quatro milênios.
O dióxido de carbono e outros gases emitidos pelas atividades humanas se sobrepuseram a um ciclo de 21 mil anos vinculado a mudanças graduais na órbita terrestre em torno do Sol, segundo artigo publicado na revista Science.
"Acho que isso realmente salienta como o Ártico é sensível à mudança climática (...), e é realmente o lugar onde pode-se ver primeiro o que está acontecendo com o sistema (climático) e como o resto da Terra irá ou deverá acompanhar," disse David Schneider, do Centro Nacional dos Estados Unidos para a Pesquisa Atmosférica, um dos autores do estudo.
Reuters



