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Reino Unido quer forçar redes sociais a destacar conteúdo de órgãos de imprensa “confiáveis”

Governo do premiê trabalhista Keir Starmer, que está de saída, abriu consulta pública até 31 de agosto (Foto: NEIL HALL/EFE/EPA)

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O governo do Reino Unido, do premiê trabalhista Keir Starmer (que anunciou sua renúncia ontem), informou nesta terça-feira (23) que abriu consulta pública sobre um plano de mídia que cogita exigir que redes sociais deem destaque a conteúdos de órgãos de imprensa considerados “confiáveis”.

Segundo comunicado do governo britânico, opiniões serão coletadas até 31 de agosto. A nota aponta que a população do Reino Unido será consultada “sobre opções para exigir que empresas de mídia social e plataformas de compartilhamento de vídeos garantam que o conteúdo jornalístico da mídia de serviço público (MSP), que inclui a BBC, ITV, STV, Channel 4, S4C e 5, e outros provedores confiáveis, seja destacado e facilmente encontrado em suas plataformas”.

No comunicado, o governo trabalhista informou que as redes sociais são a principal forma de acesso a notícias para três quartos dos jovens britânicos de 16 a 24 anos de idade e que mais da metade dos adultos no Reino Unido inclui essas plataformas “como uma das formas de se manterem atualizados”.

“Embora isso permita o acesso a uma gama maior de notícias de todo o mundo, aumenta o risco de desinformação e informações falsas, com o potencial de conteúdo menos preciso substituir fontes confiáveis, à medida que o conteúdo é cada vez mais moldado por algoritmos e inteligência artificial”, alegou o governo Starmer.

O texto da consulta é vago, ao descrever órgãos de imprensa “confiáveis” como aqueles “submetidos a rigorosos padrões editoriais” e que “oferecem o entendimento comum e os fatos necessários para que as pessoas confiem umas nas outras”.

Procuradas pela agência Reuters, X, Meta, TikTok e YouTube ainda não se manifestaram sobre a medida sugerida pelo governo britânico.

Na semana passada, o governo do Reino Unido anunciou vai impor uma norma para que menores de 16 anos não tenham acesso a redes sociais no país, o que gerou reação das principais plataformas.

A Meta, proprietária do Facebook e do Instagram, alegou que a experiência na Austrália indica que os vetos governamentais geram o risco de isolar os adolescentes das comunidades online, levando-os a alternativas não regulamentadas que carecem de proteções e controles parentais.

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