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Ameaça ao Ocidente

Rússia e Belarus se dizem dispostas a empregar “todos os meios, inclusive nucleares” contra a Otan

Os ditadores Aleksander Lukashenko e Vladimir Putin, em encontro no Cazaquistão em maio (Foto: ALEXANDER KAZAKOV/SPUTNIK/KREMLIN/EFE/EPA)

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O vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia, Mikhail Galuzin, afirmou em entrevista que os regimes do ditador Vladimir Putin e do bielorrusso Aleksander Lukashenko, aliado de Moscou, estão dispostos a empregar “todos os meios, inclusive nucleares” para a defesa dos dois países, em recado à Otan.

“As modalidades de interação entre as forças armadas da Rússia e de Belarus, bem como entre as agências de segurança da Rússia e de Belarus, estão sendo continuamente aprimoradas. Mantemo-nos em constante prontidão para empregar todos os meios, inclusive nucleares, para garantir a segurança do Estado da União”, afirmou Galuzin em entrevista ao jornal Izvestia, citando a parceria de cooperação econômica e militar entre os dois países.

“Moscou e Minsk estão aprimorando continuamente toda a estrutura de cooperação em defesa e segurança, em conformidade com o tratado sobre garantias mútuas de segurança no âmbito do Estado da União. O documento foi assinado em dezembro de 2024 e prevê a obrigação de apoio mútuo em caso de ameaças à segurança de qualquer um dos países”, acrescentou o vice-ministro.

O Izvestia, de linha editorial pró-Putin, afirmou que os países da Otan estão intensificando exercícios militares “próximos às fronteiras do Estado da União” e aumentando seus efetivos. O comandante da Força Aérea e da Defesa Aérea de Belarus, Andrei Lukyanovich, afirmou ao jornal que “o número de provocações envolvendo drones também está aumentando”.

Em maio, os dois regimes realizaram exercícios militares envolvendo armas nucleares da Rússia. Belarus tem fronteiras com três países da Otan: Polônia, Lituânia e Letônia.

Ainda que negue o envio de tropas para lutar na Ucrânia, o regime de Lukashenko ajuda a Rússia na guerra contra o país vizinho.

Antes da invasão russa em fevereiro de 2022, Belarus permitiu que as forças armadas da ditadura de Putin realizassem exercícios militares no seu território. Quando a guerra começou, tropas russas invadiram o norte da Ucrânia a partir da fronteira com Belarus, buscando capturar a capital, Kiev, mas recuaram após algumas semanas de combate.

Em 2023, Lukashenko aceitou abrigar mísseis nucleares táticos russos em Belarus. O regime bielorrusso também permitiu que lançadores de mísseis russos fossem implantados no seu território para ataques contra a Ucrânia.

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