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Mifepristona

Suprema Corte dos EUA restabelece acesso a pílula abortiva

Ativistas contra o aborto em manifestação nos EUA (Foto: Maria Oswalt/Unsplash)

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A Suprema Corte dos EUA restabeleceu temporariamente nesta segunda-feira (4) o acesso à pílula abortiva mifepristona em farmácias ou pelo correio, sem a necessidade de uma consulta presencial com um médico.

A decisão derrubou uma imposição de um tribunal federal de apelações da última sexta-feira, que determinou que a Administração de Alimentos e Medicamentos (FDA) deveria retornar às regras que exigem que os comprimidos sejam prescritos apenas presencialmente.

Desta forma, a prescrição de mifepristona por meio de telemedicina ou o envio pelo correio foi bloqueada. A decisão do juiz Samuel Alito, da Suprema Corte, reverte essa medida por pelo menos uma semana, permitindo assim que mulheres tenham maior facilidade de realizar aborto.

O magistrado da Suprema Corte respondeu a um recurso de emergência apresentado pela Danco Laboratories e pela GenBioPro, fabricantes da pílula abortiva mifepristona, que buscavam suspender a decisão emitida na sexta-feira que restringia sua distribuição por correio.

Atualmente, a maior parte dos abortos nos EUA é realizada por meio de medicamentos, geralmente uma combinação de mifepristona e o misoprostol. A FDA autorizou o uso da mifepristona para interrupção de gravidez em setembro de 2000.

A maior facilidade em realizar aborto por correio e telemedicina tornou-se uma importante via de acesso, especialmente para mulheres em estados com leis restritivas sobre o aborto, após a Suprema Corte ter derrubado as proteções federais ao aborto em 2022, deixando sua regulamentação a cargo de cada estado.

Atualmente, cerca de um quarto dos abortos nos EUA são realizados com medicamentos prescritos, mas sem receita médica, de acordo com dados da Sociedade de Planejamento Familiar, uma organização pró-aborto.

As autoridades da Louisiana processaram a FDA para restringir o acesso à mifepristona, argumentando que a disponibilidade do medicamento por correspondência permitia a continuidade dos abortos no estado, apesar da proibição quase total em vigor.

A suspensão administrativa dessa decisão permanecerá em vigor pelo menos até a próxima segunda-feira, com possibilidade de prorrogação.

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