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O governo de Donald Trump colocou o Brasil na lista de principais países de origem das substâncias utilizadas na produção de drogas. O país aparece ao lado de nações como China, Venezuela, Coreia do Norte, Colômbia, Índia, México, Bolívia, Afeganistão e Tailândia.
A informação está em um relatório elaborado pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos, ao qual o jornal Metrópoles afirma ter acessado com exclusividade. Segundo o documento, o Brasil aparece entre os “países e jurisdições identificados como principais fontes de substâncias químicas precursoras ou essenciais utilizadas na produção de narcóticos ilícitos”.
Mais do que detalhar os caminhos percorridos pelo tráfico internacional de drogas, o relatório tem como objetivo principal servir como base para a atuação dos Estados Unidos e sua política externa contra os narcóticos. Em resumo, estar no relatório não é um bom sinal para países que buscam acordos com Washington, que pode aumentar a pressão diplomática contra esses países.
O Brasil, de acordo com o relatório, atuaria como fornecedor de matéria-prima para a produção de entorpecentes em diversos países, e não só na América do Sul. “Relatórios indicam que a maior parte desses produtos químicos tem origem no Brasil, na Argentina, no Chile e na China”, aponta o relatório.
Brasil já foi mencionado em outros relatórios sobre drogas
Em edições anteriores, como a de 2025 – e relativo ao ano de 2024 –, esse mesmo relatório do Departamento de Defesa destacou o Brasil como o segundo maior país do mundo em consumo de cocaína, atrás apenas dos Estados Unidos.
Para o governo norte-americano, o Brasil serve tanto como destino quanto como ponto de trânsito do tráfico internacional de drogas por conta de sua localização “dividindo fronteiras com três grandes produtores de cocaína no mundo”.
O relatório mais recente no site do Departamento de Defesa traz também algumas ações realizadas no combate ao tráfico internacional de drogas, como o bloqueio de rotas de envio para os Estados Unidos, África e Europa. A principal ameaça, destaca o relatório, são as organizações de tráfico transnacional como o PCC, presente em 22 dos 27 estados brasileiros e em 16 países ao redor do mundo.
Em um relatório complementar, o Departamento de Defesa lista alguns dos métodos de lavagem do dinheiro oriundo do tráfico de drogas no Brasil, como o uso de contas fantasmas, compra e venda de imóveis, aplicações em paraísos fiscais, plataformas de apostas online e criptomoedas.
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