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Como aconteceu em todas as oportunidades anteriores em que um cessar-fogo na guerra na Ucrânia foi anunciado, Moscou e Kiev acusaram o outro lado de ter desrespeitado a trégua de três dias anunciada na sexta-feira (8) pelo presidente americano, Donald Trump.
O mandatário republicano havia anunciado que os dois lados haviam concordado com uma interrupção temporária nas hostilidades até esta segunda-feira (11). No sábado (9), a Rússia realizou o tradicional desfile do Dia da Vitória em Moscou, pelo aniversário do fim da Segunda Guerra Mundial na Europa, em 1945.
Porém, segundo informações da agência Reuters, o Ministério da Defesa da Rússia acusou a Ucrânia no domingo (10) de ter desrespeitado o cessar-fogo, ao afirmar que havia abatido 57 drones ucranianos e “respondido na mesma moeda”.
Na Ucrânia, governos regionais relataram as mortes de pelo menos três pessoas em ataques russos nas regiões de Zaporizhzhia e Kherson.
O Estado-Maior das Forças Armadas Ucranianas informou que 180 confrontos foram registrados ao longo da linha de frente entre domingo e segunda-feira e que as forças russas lançaram ontem 8.037 drones “kamikaze” em ataques contra assentamentos e posições militares.
Apesar desses confrontos, no fim de semana, o ditador russo, Vladimir Putin, disse que achava que “a questão no conflito ucraniano está caminhando para o fim”, enquanto seu assessor, Yuri Ushakov, afirmou que o líder russo poderia receber Zelensky em Moscou. “Que ele telefone. Estamos prontos para aceitar e realizar negociações”, disse Ushakov.
Segundo informações do jornal Kyiv Post, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, disse no seu discurso noturno no domingo que acha que a pressão ucraniana está forçando a Rússia a abrir uma brecha para negociações para encerrar o conflito, iniciado em fevereiro de 2022.
“Agora o próprio Putin diz que finalmente está pronto para reuniões de verdade. Nós o pressionamos um pouco e estamos nos preparando para reuniões há muito tempo, então precisamos encontrar um formato. Precisamos acabar com esta guerra e garantir a segurança de forma confiável”, disse Zelensky.










