
Cidade do Vaticano A ultrapassagem de um carro de forma perigosa é pecado para a Igreja Católica, segundo as recomendações divulgadas ontem pelo Vaticano para os motoristas. A ausência de cortesia, os gestos vulgares, as blasfêmias e os insultos também figuram entre os pecados mais comuns praticados pelos condutores de veículos, assegurou o cardeal Renato Martino ao apresentar as "Orientações para a Pastoral das Estradas". O documento, preparado pelo Conselho Pontifício para os Migrantes, lembra que os católicos devem fazer o sinal da cruz antes de iniciar uma viagem.
"Os meios de transporte podem servir para promover as virtudes cristãs, entre elas a prudência, a paciência e a caridade", afirma o Conselho, que, em seu documento, elabora uma espécie de "dez mandamentos" do motorista (veja quadro).
O texto afirma que muitas pessoas aguçam o instinto de domínio, prepotência e poder quando dirigem, e que o automóvel é usado como objeto de ostentação para ofuscar os demais e suscitar invejas. O documento também denuncia comportamentos "pouco equilibrados" em muitos motoristas. Destaca ainda que no século 20 cerca de 35 milhões de pessoas morreram em acidentes de trânsito, e os feridos totalizaram 1,5 bilhão. Em 2000, os mortos foram 1,26 milhão.
Na Cidade do Vaticano, menor Estado soberano do mundo, o limite máximo de velocidade é de 30 quilômetros por hora. O último acidente dentro das muralhas do Vaticano, segundo uma fonte oficial, ocorreu há cerca de um ano e meio e provocou danos mínimos.







