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A desmoralização do Partido Republicano (e dos Estados Unidos)

Seria bom se os republicanos (e também os democratas) pudessem tratar a ética como algo além de uma arma para ser apontada contra a oposição

  • PorPeter Spiliakos
  • National Review
  • 21/02/2019 00:01
 | Nicholas Kamm/AFP
| Foto: Nicholas Kamm/AFP

O Partido Republicano está moralmente doente. Alguns de seus vícios estão difundidos por nossa cultura política, enquanto outros são específicos do partido. No entanto, em seu artigo para The Atlantic , George Packer faz quanto a isso um diagnóstico incrivelmente – na verdade, perfeitamente – errado.

Packer escreve que o Partido Republicano não é uma “coalizão de interesses em busca de uma maioria”, mas que tem “caráter ideológico”. A corrupção institucional e ideológica do partido estaria supostamente enraizada na insurgência de Barry Goldwater contra o establishment do partido em 1964 e na hostilidade generalizada do “movimento” conservador contra as elites jornalísticas, acadêmicas e políticas estabelecidas.

Algumas das acusações de Packer são choradeira partidária usual que já se espera de um consultor do Partido Democrata. Quando o bloqueio do Senado a uma nomeação presidencial para a Suprema Corte é visto como “subtração de direitos democráticos”, você sabe que ou o autor perdeu a perspectiva, ou a integridade. Alguém precisa contar para Packer sobre o longo currículo de Joe Biden quando o assunto é matar nomeações para tribunais bloqueando audiências e votos. Sem dúvida, o autor, com seu amor pelos direitos democráticos, ficaria terrivelmente indignado com isso.

Packer poderia, porém, responder que bloquear uma nomeação à Suprema Corte é muito pior que bloquear uma série de nomeações para tribunais inferiores. E é pior... para os progressistas, mas apenas porque eles perderam. A maior parte das acusações do autor é o tipo de queixume a serviço dos próprios interesses que se poderia obter de Hillary Clinton com algumas centenas de milhares de dólares por palestra e duas garrafas de vinho.

Nós – democratas e republicanos – ainda estamos no mesmo cenário antiético

Packer, por outro lado, lança mão de um mecanismo útil para distinguir corrupção pessoal de corrupção institucional. Ele observa que, embora o presidente Nixon fosse pessoalmente corrupto, a liderança de seu partido no congresso sob Hugh Scott e John Rhodes jogava dentro das regras. Esse é, de fato, um bom padrão para a integridade institucional de um partido: a liderança e os membros do partido no Congresso enfrentam um presidente corrupto e imoral de sua sigla ou o apoiam?

Nós temos atualmente um presidente que é compulsivamente mentiroso e que enfrentou múltiplas acusações de assédio e abuso sexual. Seu governo tem sido marcado por uma investigação sobre obstrução da Justiça e outros crimes processuais com objetivo de encobrir os erros passados do presidente. E, com tudo isso, Packer se lembra de... Barry Goldwater?

Antes de voltar a 1964 para tentar descobrir por que os republicanos do Congresso estão agarrados a Trump, embora devam suspeitar fortemente que ele tenha feito algo criminoso, talvez devêssemos voltar aos anos 90. Onde estavam as versões democratas de Hugh Scott para decidir que um presidente que claramente cometeu perjúrio e obstrução da Justiça (e que era acusado de assédio sexual, agressão sexual e estupro) tinha de ser removido pelo bem da justiça e da ética pública?

Leia também: A visão antidemocrática de Trump sobre a imprensa (editorial de 17 de agosto de 2018)

Leia também: A estratégia pró-vida de Trump para abolir o aborto (artigo de Benedetta Frigerio, publicado em 5 de outubro de 2018)

Elas simplesmente não existiam. Era mais importante para os democratas ganhar do que jogar dentro das regras. Essa mentalidade que colocava a vitória partidária em primeiro lugar foi exemplificada à perfeição por Anita Hill. Ela foi questionada na época se Bill Clinton “é a nossa melhor aposta, apesar de comportamentos de que possamos não gostar?” A resposta de Hill (e a resposta dos congressistas democratas de então) foi que sim, que Clinton era a melhor aposta do liberalismo, e seu “comportamento” (mesmo que criminoso) deveria ficar em segundo lugar. Os democratas não podiam se dar ao luxo de jogar dentro das regras. Eles tinham de vencer. Ou talvez Anita Hill seja apenas uma grande fã de Barry Goldwater.

Nós – democratas e republicanos – ainda estamos no mesmo cenário antiético. Os eleitores de Trump dão a mesma resposta que Anita Hill e os congressistas democratas da década de 90. Ele é a melhor aposta que eles têm. É também a resposta que os eleitores de Roy Moore dão. Ou os eleitores de Robert Menendez. Vivemos em um mundo de cálculo cínico e sociopata por mais de uma geração. A diferença de Trump é apenas que ele realiza o negócio de modo um pouco mais óbvio.

A explicação partidária e míope de Packer sobre a história recente da ética pública é o tipo de coisa que você pode encontrar toda noite no noticiário, mas a teoria do autor sobre a relação entre o trumpismo e o movimento conservador representa um tipo de erro mais interessante.

Ideologias e interesses

Quando Packer escreve que o Partido Republicano “não é uma coalizão de interesses em busca de uma maioria”, ele está obviamente errado em um sentido bastante simples – em um país tão grande quanto os Estados Unidos, os dois principais partidos serão inevitavelmente coalizões de diferentes interesses. Mas ele está sugerindo uma ferramenta útil para a análise. Um partido pode ter mais ou menos coesão ideológica. Os grupos de interesse dentro de um partido podem compartilhar mais ou menos entre si uma mesma visão do que é o bem comum.

Durante décadas, os republicanos tendiam para o lado ideológico no espectro entre interesses grupais e ideologia. O núcleo do partido republicano era uma “fusão” de conservadorismo econômico e conservadorismo social. O conservadorismo econômico se concentrava mais em cortes de impostos do que em equilíbrio orçamentário, enquanto o conservadorismo social podia ter como seu principal líder um ator divorciado ou um alcoólatra recuperado. Alguns republicanos – como o senador texano Phil Gramm – eram conservadores econômicos em primeiro lugar. Outros – como Rick Santorum, senador pela Pensilvânia – eram, antes de tudo, conservadores sociais. Eram, porém, ambos conservadores mistos. Ronald Reagan e George W. Bush suavizaram as margens tanto do conservadorismo econômico como do social, enquanto permaneciam dentro desse consenso.

Havia ainda republicanos progressistas nesse meio. Alguns (como Lincoln Chafee e Jim Jeffords) deixaram o partido, enquanto outros, como Susan Collins, ficaram nele e tentaram trazer suas políticas um pouco mais para o centro. Considerando tudo isso, estaríamos de algum modo corretos ao descrever que o Partido Republicano evoluiu lentamente para ser um veículo ideológico em busca de se fazer majoritário. Os conservadores nunca foram a maioria do país, mas os republicanos estavam confiantes de que viviam em um país de centro-direita em que uma campanha eleitoral competente e um pouco de sorte (ou apenas a falta de azar) levariam ao domínio republicano – e conservador.

A grande ironia é que Packer escolheu descrever o Partido Republicano nessa linha justamente em um momento em que essa descrição está perdendo sua validade. Se olharmos para a famosa visualização do eleitorado de 2016 realizada pelo Voter Study Group, percebemos que os democratas têm um núcleo maior de apoiadores que são progressistas tanto no campo econômico quanto no social, enquanto os republicanos estão divididos entre conservadores e populistas. Olhando para as conclusões do Voter Study Group, são os democratas que emergem como partido ideológico, ao passo que os republicanos se assemelham justamente a uma coalizão incongruente de grupos de interesse.

Os conservadores sociais que frequentam a igreja formam hoje um segmento eleitoral menor e mais combativo

Demorou um pouco, mas o fraco crescimento econômico durante o governo George W. Bush, arrematado pela Grande Recessão, o declínio do comparecimento à igreja, a derrota do conservadorismo social no debate sobre o casamento gay, a impiedosa crise social da classe trabalhadora e a ocupação fracassada do Iraque – todos esses elementos – enfraqueceram e dividiram os componentes do Partido Republicano.

Os conservadores sociais que frequentam a igreja formam hoje um segmento eleitoral menor e mais combativo, ao mesmo tempo em que têm menos confiança de que cortar impostos tem algo a ver com um país melhor. Os conservadores econômicos, por seu lado, são incapazes de fazer com que seu próprio partido persiga a agenda que defendem. Quando eles tentaram revogar o Obamacare, aquilo que apresentaram em seu lugar mal obteve apoio de um quarto dos americanos. A vitória de Trump dependeu fundamentalmente de populistas brancos da classe trabalhadora que podem até aparecer como “conservadores sociais” nos gráficos do Voter Study Group, mas que têm pouco em comum com o conservadorismo igrejeiro de Ted Cruz, e que, diante de um conservadorismo econômico erigido sobre a defesa de mais cortes de impostos para seus patrões, não têm nada além de desprezo.

O conservadorismo do Partido Republicano entre 1980 e 2016 poderia ser descrito como um produto do “fusionismo” de liberdade (especialmente liberdade econômica) e virtude defendido por Frank Meyer, mas isso seria dar pouca importância às realizações do movimento de Reagan. Não é que a liberdade econômica tenha simplesmente se tornado popular entre a derrota de Goldwater em 1964 e a vitória de Reagan em 1980. Os princípios da liberdade tiveram de ser emparelhados com uma agenda que falava aos interesses das pessoas. Apelos à moralidade tiveram de ser combinados com as suas intuições e experiências. Um fusionismo conservador que não fale aos interesses e experiências das pessoas acaba sendo tão impotente quanto uma palestra de Ben Sasse sobre a Constituição.

Essa fratura na relação entre o movimento conservador e o Partido Republicano pode ser amplamente exemplificada. Rush Limbaugh disse que Ted Cruz era a escolha óbvia para os republicanos “se conservadorismo é a sua pedida”. O resto de seu comentário deixou claro que Limbaugh não achava que conservadorismo fosse a pedida nem mesmo de seus ouvintes. O senador Jeff Flake escreveu um livro inteiro em que exigia que os republicanos fossem coerentes e começassem a agir como um movimento ideológico baseado em princípios e não como um bando de grupos de interesse egoístas. Flake não tem mais seu cargo.

Leia também: Trump e o vale-tudo pelo muro (editorial de 17 de fevereiro de 2019)

Leia também: Autor anônimo do New York Times prova que o “Deep State” é real, e perigoso (artigo de Scott Walter, publicado em 19 de setembro de 2018)

Mesmo esses fatos não são suficientes para sublinhar a incoerência ideológica do atual Partido Republicano, particularmente quando comparado com os democratas. Na maioria das questões, os democratas concordam com a direção tomada, mas discordam sobre o destino final. Alguns democratas querem expandir o Medicaid, outros querem diminuir a idade de elegibilidade do Medicare para 55 anos e outros, ainda, desejam um sistema de saúde único. Mas eles concordam entre si quanto a um modelo de cobertura de saúde ampliado por meio do pré-pagamento de cuidados de saúde abrangentes pelo governo. Os democratas também concordam entre si em serem favoráveis à expansão da imigração, discordando nos detalhes. Concordam com impostos mais altos, discordando nos detalhes.

Os republicanos discordam na própria direção. Muitos populistas e conservadores sociais não têm interesse algum em outro corte de impostos para quem ganha mais e – desde que isso não afete mais nada – poderiam até mesmo apoiar um modesto aumento de impostos sobre essa faixa. Muitos interesses comerciais ligados ao partido prefeririam uma expansão da imigração de pessoas com baixa qualificação, à qual o resto do partido se opõe. É mais difícil para os republicanos chegarem a acordos internos em que todas as partes saiam ganhando porque os eleitores republicanos não têm mais uma visão compartilhada do bem comum.

O que os une é o mesmo inimigo. Conservadores econômicos inclinados à direita têm medo do que podem lhe causar aumentos de impostos como os defendidos por Bernie Sanders, mesmo em uma forma abrandada. Os conservadores sociais temem um progressismo social francamente autoritário. Para os populistas brancos da classe trabalhadora, o ponto é a sensação de que os progressistas, embriagados em teorias que preveem inevitáveis maiorias democratas, estão dispostos a descartá-los como “deploráveis” dispensáveis. Esses grupos republicanos não concordam em muita coisa, mas não conseguem ver como poderiam conseguir um acordo melhor com os democratas. Eles estão presos uns aos outros.

Leia também: Trump ainda acha que sua política anti-imigração é vencedora (artigo de Matt A. Barreto, publicado em 23 de dezembro de 2018)

Flavio Quintela: “Midterms”: verificações e equilíbrios (publicado em 8 de novembro de 2018)

Ninguém entendeu isso melhor que Trump. Foi Trump quem – corretamente – lembrou que o nome do partido é Republicano, não Conservador. Trump fez puramente um negócio com os eleitores republicanos. Eles não precisavam aprová-lo como pessoa. Ele não precisava compartilhar (ou nem mesmo entender) os valores deles. Tudo que bastava é que eles precisavam dele.

Isso é o que acontece quando um partido perde seu caráter ideológico, quando sua agenda comum desmorona, quando seus eleitores perdem confiança no futuro e quando sua mitologia (que, para o Partido Republicano contemporâneo, é o mito de Reagan) não mais motiva o público em geral e nem mesmo o partido. Isso deve ser familiar para os democratas.

De volta para o futuro

A ironia é que o Partido Republicano de hoje se parece muito com o Partido Democrata dos anos 90. Antes de Bill Clinton, os democratas tinham perdido cinco de seis eleições presidenciais – e seu candidato em 1988 passou a campanha inteira fugindo do rótulo de progressista. Dois anos depois da eleição de Clinton, os democratas perderiam o controle do Congresso, inclusive – algo ainda mais chocante – a maioria de 40 anos do partido na Câmara dos Representantes. O partido vinha perdendo por décadas eleitores brancos do Sul e brancos arraigadamente democratas do Norte nas eleições presidenciais, e agora esses eleitores estavam apoiando candidatos republicanos também nas votações para o Congresso e para o governo dos estados.

O resultado foi que esse partido assustado e desesperado agarrou o que era possível conseguir. Mesmo os democratas mais progressistas apoiaram um presidente criminoso que assinou um corte de impostos sobre ganhos de capital, e que disse que a era do governo grande havia acabado. O partido rachou ao meio por ocasião da legislação de reforma dos gastos sociais capitaneada pelos republicanos (que Clinton assinou). Os líderes do Partido Democrata concluíram que foi um erro se opor à escalada militar de Reagan e à Guerra do Golfo de George Bush – esse foi o pano de fundo dos votos de Hillary Clinton, Joe Biden e John Kerry a favor da Guerra do Iraque. O partido estava feliz por ter a seu lado todos os entusiastas de armas e apoiadores do uso do carvão que pudesse. Os democratas sabiam que não havia progressistas o suficiente para vencer.

Os democratas hoje se parecem de algum modo aos conservadores nos dias que se seguiram à presidência de Reagan. Eles estão confiantes que, com competência eleitoral e um pouco de sorte, eles têm a maioria à mão. Com efeito, se eles perderem, a culpa é provavelmente de divisões distritais feitas para favorecer o adversário, da Constituição ultrapassada ou de memes russos. O partido tem um núcleo amplo de eleitores e ativistas consistentemente progressistas que podem formar uma base sólida para alcançar o número suficiente de eleitores passíveis de serem convencidos para conquistar uma maioria nos termos da esquerda.

Leia também: Afinal, o que raios é “fascismo”? (artigo de Flavio Morgenstern, publicado em 16 de agosto de 2015)

Bruno Garschagen: Brexit, Trump e a lição para o Brasil (publicado em 16 de julho de 2018)

Enquanto isso, os republicanos estão perdidos. Seus líderes no Congresso cresceram rezando a cartilha do reaganismo – e o reaganismo está morto. Como George Packer, eles não conseguem imaginar um Partido Republicano em que o movimento conservador não seja mais o tecido conjuntivo. Uma geração inteira de políticos republicanos dos mais bem preparados e com os cabelos mais alinhados não sonhava com nada mais do que ser Walter Mondale para Reagan ser Franklin Roosevelt. Pior, ao contrário de Mondale, eles não perderam apenas uma eleição; eles perderam o seu próprio partido para um demagogo. Eles agora estão presos a um presidente que é impopular, mas que é muito mais popular do que a agenda republicana no Congresso.

Não há nenhuma regra de que os membros de um mesmo partido precisem concordar em sua concepção de bem comum. O Partido Republicano poderia prosseguir indefinidamente como uma coalizão de todos os descontentes com o que quer que os democratas estejam fazendo no momento.

Ainda assim, seria melhor se o partido fosse um pouco mais coerente – se oferecesse respostas em vez de apenas tentar frear os democratas. Mas, para que isso acontecesse, os republicanos teriam de ter uma compreensão do que os Estados Unidos precisam hoje, e o que levaria a maioria de seus concidadãos a apoiá-los. Trump não tem condições de oferecer nem esse entendimento nem o apoio da maioria. A nostalgia por Reagan também não tem. Seria bom, além disso, se os republicanos (e os democratas) pudessem tratar a ética como algo além de uma arma para ser apontada contra a oposição.

Peter Spiliakos é colunista da edição on-line de “First Things”. Tradução de Alexandre Siloto Assine.
© 2019 National Review. Publicado com permissão. Original em inglês.
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