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Direita fará impeachment dos imorais e acabará com a máfia do sistema

Davi Alcolumbre Dias Toffoli impeachment STF Caso do Banco Master
Ministro Dias Toffoli enfrenta pedido de suspeição no STF enquanto Davi Alcolumbre decide sobre eventual avanço de impeachment no Senado (Foto: Roque de Sá/Agência Senado)

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Concretizar o impeachment dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), investigar, punir e eliminar a máfia infiltrada em todas as esferas de poder dependem da vitória de cidadãos de bem da direita brasileira nas eleições de 2026. Com medo da delação do banqueiro Daniel Vorcaro, a esquerda está atolada até o pescoço na lama dos grandes casos de corrupção do momento. São inegáveis as ações de blindagem mútua entre os comandos petistas do Planalto, do Judiciário e do Congresso Nacional. Sem mudar o comando político, será muito difícil derrotar o crime organizado e libertar o Brasil desse sistema que suga os recursos e o futuro do país.

Essa blindagem poderá gerar uma delação seletiva, protegendo ministros e esquerdistas, pois já bloqueia as investigações do roubo bilionário dos aposentados do INSS e do escândalo de R$ 80 bilhões do Banco Master. Mas as provas periciadas escancaram decisões judiciais escusas e a corrupção dos ministros do STF. Confirmam conexões criminosas entre Lula, Lulinha, os presidentes Hugo Motta, da Câmara, Davi Alcolumbre, do Senado, e Daniel Vorcaro, o Al Capone dos trópicos. Só a ostentação diferencia a estratégia do banqueiro das propinas discretas do PCC e do Comando Vermelho para infiltrar o crime organizado entre juízes, policiais, imprensa e política.

O final feliz depende de votos para colocar pessoas realmente de bem no comando político do país. Máfia só é família no cinema. Na vida real, é blindagem a poderosos que praticam crimes contra os cidadãos e o interesse público

O interesse público morreu soterrado na lama dos prejuízos dessa máfia aos cofres públicos, ao sustento e à poupança de milhões de brasileiros. Já o princípio da suspeição dos juízes vem do tempo do Direito Romano. Está no Código Civil desde o século passado e, há 18 anos, no Código de Ética da Magistratura. Não cabem no STF ministros que ignoram a ética, descumprem a lei, julgam em causa própria, de familiares, amigos, lobbies ou, ainda, assumem posições políticas, perseguem adversários e participam de corrupção. E temos mais de um que fomenta a impunidade ao invés de honrar sua função pública.

A imprensa tradicional demorou para acordar e divulgar os escândalos dos ministros. Ex-advogado do PT, o ministro Dias Toffoli só caiu da relatoria do caso Master por pressão da opinião pública, indignada com sua autoblindagem diante da revelação de seus negócios no resort Tayayá. Ex-ministro comunista da Justiça de Lula, Flávio Dino, por sua vez, tem a história mal contada de precatórios com Vorcaro e foi parcial ao blindar o sigilo bancário de Lulinha e sua parceira de crime contra os aposentados, Roberta Luchsinger.

Sobram também provas de amizade, ligações imorais e ilegais entre Alexandre de Moraes e o banqueiro. A Polícia Federal usou código-fonte para confirmar que o ministro ditador recebeu o pedido de Vorcaro para evitar a liquidação do banco. Ele foi ao Banco Central para isso. Deveria estar preso e ser o primeiro do STF a sofrer impeachment, e por corrupção, para compensar todos esses anos em que o Planalto e a cúpula do Congresso o protegeram de dezenas de pedidos para retirá-lo do cargo por abuso do poder.

Por muito menos que essa podridão, Moraes mandou prender, perseguiu e humilhou, injustamente, milhares de brasileiros, inclusive o ex-presidente Bolsonaro. É um engodo, cortina de fumaça, o contrato de R$ 129 milhões de Viviane Barci de Moraes com o Master. O banco a contratou pelo equivalente a dez vezes os valores mais altos da advocacia de ponta, como demonstrou levantamento do Estadão. É óbvio que o dinheiro era para o ministro.

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Os registros dessa amizade colocam Alexandre de Moraes na casa de Vorcaro, em São Paulo, em Trancoso, na Bahia, e na whiskada de Londres. Toffoli, o então ministro da Justiça Ricardo Lewandowski, o procurador geral da República, Paulo Gonet, e o superintendente da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, também estiveram no evento. Beberam, ali, mais de R$ 3 milhões, um nada perto de quase um bilhão de reais que o Al Capone tupiniquim torrou em quatro anos de festas e orgias de luxo para seduzir autoridades.

Aliás, ele começou a carreira mafiosa na Bahia, onde financiou a eleição de Jaques Wagner ao governo. Hoje senador e líder do PT, nem ele nem outro petista endossaram o pedido para criar a CPI do Master. É parte dessa história cinematográfica que reúne encontros secretos com o presidente da República, redes de prostituição internacionais para chantagear poderosos e a condição de refém dos presidentes da Câmara e do Senado, que seguram os impeachments dos ministros porque enfrentam processos judiciais cabeludos.

Essa história logo será contada em séries de muitos capítulos nos canais de streaming. Mostrará a legião de petistas do alto escalão atolados nessa lama, inclusive os ex-ministros Guido Mantega, da Fazenda, e Ricardo Lewandowski, da Justiça. E o final feliz depende de votos para colocar pessoas realmente de bem no comando político do país. Máfia só é família no cinema. Na vida real, é blindagem a poderosos que praticam crimes contra os cidadãos e o interesse público. Precisamos reescrever nossa história num roteiro sem corrupção.

Reinhold Stephanes Júnior é empresário e economista, deputado federal pelo Partido Liberal (PL), membro das Comissões de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural, Relações Exteriores e Finanças e Tributação.

Conteúdo editado por: Jocelaine Santos

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