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O Escola Sem Partido está vivo
| Foto: Pixabay

Em agosto de 2020, o fundador do mais importante movimento em defesa das famílias e das crianças em idade escolar no Brasil, o advogado Miguel Nagib, anunciou seu afastamento das atividades do Escola Sem Partido. Segundo o jurista, “a partir do momento em que o Bolsonaro foi eleito, o Escola Sem Partido começou a sofrer um boicote”, cujo impacto – deduz-se – impossibilitou o objetivo do movimento.

Em entrevista recente a meu programa numa rede social, em 14 de março, o fundador do movimento explicou a razão de sua decisão: o Brasil tem dimensões continentais, famílias e estudantes estão na casa dos milhões e apenas a ação coordenada e programática do governo federal poderia ter impacto na mudança de rumo da educação brasileira. Só a capilaridade e força de um ministério poderia fazer pender a balança da história em favor das famílias e das crianças, contra os ideólogos nas escolas.

Entretanto, apesar de o movimento perder força coordenadora e relevância midiática com o silêncio do criador, em 2020, o espírito de combate de pais e alunos tomou o país. Já se contam às centenas as gravações de vídeo e áudio em que professores são flagrados violentando moralmente os alunos, verdadeiros reféns ideológicos.

Do Oiapoque ao Chuí, escolas públicas e privadas sofrem sob a militância insistente e organizada de pedagogos e professores, pessoalmente empenhados em levar o país para o lado comunista da história. De fato, no Brasil não deve existir um único curso de Pedagogia que não tenha aceitado a premissa gramsciana: impor o pensamento socialista por meio da revolução cultural.

Por isso, onde há uma professora de história ou um pedagogo atrás de uma mesa, há um potencial militante a pensar como avançar as pautas de gênero sobre as crianças, como destruir as sementes de patriarcado nas meninas, como destruir a segregação racial em sua escola na zona leste de São Paulo, como combater o imperialismo nas palafitas de Macapá.

Para surpresa destes militantes, contudo, agora as crianças são suas vítimas, mas também podem ser seus algozes. Uma câmera de celular, um gravador escondido e os pais estão esmurrando a porta da diretora do colégio católico, caríssimo, pedindo explicações à diretora sobre insinuações da professora de biologia sobre anticoncepcionais (afinal, isso vai contra o direito do consumidor, pois o colégio vende a cara de católico e, portanto, não pode ensinar o que contraria a doutrina católica).

Uma câmera e um pouco de estratégia (as crianças são excelentes nisso) e os pais estão cobrando explicações sobre uma palestra escondida de mais um militante do PSol no colégio “das irmãs” da cidade. Tudo isso, graças ao movimento Escola Sem Partido.

Tudo isso revela um aspecto curioso da vida social: na verdade, os rumos das sociedades repousam nas famílias. Sobre seus colos caíram as civilizações grega, persa, mongol e romana. Coube às famílias reunir e restabelecer o que de verdadeiro, bom e justo havia nestas sociedades, quando ruíram. O Ocidente é, em certa medida, a história da família – e da família cristã maximamente. Por isso, é preciso dizer que o movimento Escola sem Partido não morreu e está vivíssimo e organizando-se ainda mais.

Falando nisso, em 13 de abril, o inspirador do movimento voltou às trincheiras. Em seu perfil no Twitter, Miguel Nagib anunciou que voltará a usar a conta do movimento nas redes sociais para combater o flagelo da doutrinação nas escolas. Bem-vindo de volta, doutor. Estamos aqui para combater!

Robson de Oliveira é escritor e analista político.

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