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Bom dia!

 

O dia seguinte ao anúncio de que a Eletrobras será privatizada foi de euforia e dúvidas. A euforia concretizou-se pela valorização das ações da empresa ontem, 49%; aumento de R$ 9 bilhões no valor de mercado. 

 

Ricardo Amorim analisa que essa boa reação é apenas o primeiro de várias efeitos colaterais positivos. Seguem redução de gasto público, melhora nos serviços e uma porta a menos para interação entre público e privado, solo fértil para a corrupção. 

 

A extensão plena deste efeito virá com a revelação da fotografia completa da privatização. Flávia Pierry esclarece algumas dúvidas. Itaipu e as empresas de energia nuclear (Eletronuclear, por exemplo) estão fora do pacote. 

 

Para o consumidor, a principal pergunta é se a conta de luz vai ficar mais barata. O ministro Fernando Bezerra Coelho (Minas e Energia) diz que a redução não é automática. Depende da estratégia empresarial dos futuroso acionistas. 

E se... 

O governo está tirando o pé (e a carteira) na Eletrobras. Mas deveria optar pelo caminho inverso em outras áreas? Publicamos dois artigos que respondem "sim, deveria". 

 

Fiel ao gigantismo estatal do seu partido, o deputado federal Zeca Dirceu (PT-PR) cobra investimento pesado em infraestrutura do governo Temer, a quem acusa de culpado pela paralisia do país. 

 

O reitor da UFPR, Ricardo Marcelo Fonseca, defende o aumento do investimento federal em ciência e tecnologia. E diz que essa bandeira deveria ser empunhada mesmo por quem defende um estado mais leve. 

A reforma dos sonhos 

O deputado Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR) concluiu a minuta da reforma tributária, da qual é relator. A proposta, endossada pelo Palácio do Planalto, prevê a extinção de dez impostos, deixando apenas um único tributo vigente. 

A reforma dos pesadelos 

Rodrigo Maia (DEM-RJ) adiou mais uma vez a votação da reforma política. Após bater quase presença máxima, o quórum da Câmara baixou para 313 deputados e o presidente da Casa preferiu suspender a discussão para não correr o risco de o texto-base ser derrubado. 

 

Ao longo do dia, o projeto do relator Vicente Cândido (PT-SP) sofreu estranhas mutações. Caso da inclusão de um dispositivo que prevê a todos os candidatos a presidente derrotados uma cadeira na Câmara; o que seria estendido aos estados a partir de 2022. 

 

Ou a fabricação da nossa nova jaboticaba, o "distritão misto", sistema em que a distribuição das cadeiras no legislativo seria pelos candidatos e legendas mais votados. 

 

O fundo partidário de R$ 3,6 bilhões? Este continua intacto. 

 

Hoje tem nova tentativa de votação. E certeza de novas expressões das mentes criativas dos parlamentares. 

Sombra sobre a Lava Jato 

O ministro Marco Aurélio quer recolocar em breve na pauta do Supremo a discussão sobre a prisão após condenação em segunda instância. Marco Aurélio acredita que o Pleno vá rever a decisão do ano passado e permitir a prisão somente após julgamento de recurso no STJ. O risco de novo entendimento preocupa Sergio Moro. 

 

O juiz da Lava Jato aceitou os argumentos de problemas de saúde e determinou a soltura do ex-deputado Cândido Vacarezza, preso semana passada, mediante pagamento de R$ 1,5 milhão em fiança. 

 

Em Brasília, o STF autorizou a abertura de processo contra o senador e ex-presidente Fernando Collor (PTB-AL), por corrupção e lavagem de dinheiro. Ele teria se beneficiado de desvios na BR Distribuidora. 

 

Herdeira da Lava Jato no Ministério Público, a futura PGR Raquel Dodge começa a montar o seu time de trabalho. Duas áreas de atuação se destacam na composição: defesa dos direitos humanos e combate à corrupção. 

E os recursos? 

Em tempos de Lava Jato, recursos se tornaram tema corrente no noticiário e em conversas informais. Renan Barbosa e a equipe de infografia da Gazeta do Povo trazem a explicação definitiva de como funciona este instrumento de qualquer processo judicial. 

Estado laico 

O editorial da Gazeta do Povo trata do ensino religioso nas escolas públicas, tema que estará em pauta hoje, no Supremo Tribunal Federal. A solução proposta pelo procuradoria-geral da República, autora da ação, levaria a uma nada saudável interferência do estado, que romperia com o espírito de laicidade. 

Deixar que o Estado defina o conteúdo do ensino religioso é a posição mais ideológica e mais incompatível com o espírito da laicidade – se assim for, cabe inclusive questionar se não seria melhor eliminar a disciplina que deixá-la à mercê da burocracia estatal. 

 

A Gazeta do Povo defende que o Estado não privilegie nem coíba determinada religião em suas políticas públicas – mas, sim, garanta a liberdade religiosa e de culto, inclusive público. Conheça a posição da Gazeta sobre estado laico no editorial sobre o tema nas "Nossas Convicções"

Apenas bons amigos 

Rodrigo Constantino é chato? Leandro Narloch também acha. Leandro Narloch é ingênuo? Rodrigo Constantino também acha. 

 

Nossos dois âncoras travam um bem-humorado e inteligente debate sobre a forma como liberais enxergam o mundo a partir de uma postagem de Constantino no Facebook sobre o eclipse solar de segunda-feira. Impossível. 

Aqui, não 

Cada vez que a Europa sofre um atentado terrorista (a bola da vez é Barcelona), mais a Polônia se destaca como um país imune ao extremismo islâmico. Tiago Cordeiro explica as razões da blindagem polonesa. 

Vamos saudar Saddam e Maduro 

Dilma Rousseff comparou o ditador venezuelano Nicolás Maduro ao falecido ditador iraquiano Saddam Hussein. Acredite: não foi uma comparação para criticar o herdeiro político de Hugo Chávez. 

 

Por aqui, levantamento da Paraná Pesquisas mostra que um em cada quatro brasileiros acha que o país deveria intervir militarmente na Venezuela. 

O Brasil não é o país deles

Movimentos separatistas não são novidade no Brasil. A diferença é que não se restringem mais ao Sul e ao Sudeste. Fernando Martins mostra que há gente querendo separar o Norte, o Nordeste e até Brasília do resto do país. E mostra que, felizmente, essas ideias ainda povoam poucas mentes no Brasil. 

Agora vai 

A prefeitura de Curitiba conseguiu destravar após cinco anos, junto à Caixa, um financiamento de R$ 240 milhões para obras no Rio Belém. O investimento permitirá que as chuvas não provoquem mais enchente nos bairros próximos ao rio, como Parolin, Boqueirão, Uberaba e Guabirotuba. 

Onibusfobia 

O curitibano já teve orgulho do transporte coletivo da cidade, mas hoje anda cada vez menos de ônibus. Durval Ramos aponta os cinco principais motivos para este distanciamento. 

Sem-teto 

O Coritiba reviu o projeto do novo Couto Pereira. Sai o teto retrátil, fica a cobertura em todos os assentos. A proposta, mais barata, foi apresentada ao prefeito Rafael Greca. 

Luto 

Morreu ontem, aos 80 anos, Willy Gonser, maior narrador de futebol nascido em Curitiba. Gonser fez carreira principalmente em Belo Horizonte, onde por 30 anos foi o narrador da Rádio Itatiaia nos jogos do Atlético-MG. Ele narrou 11 Copas do Mundo. 

Inspiradores 

Uber brasileiro Tallis Gomes, fundador do Easy Taxi, foi eleito um dos jovens mais inovadores do mundo pelo MIT, o Instituto de Tecnologia de Massaschusets. 

 

Segredos de tubarão O empresário bilionário Mark Cuban, conhecido mundialmente por ser jurado do programa Shark Tank, revelou o principal segredo para construir uma fortuna: disciplina. 

 

Superação Vivian Faria conta a história Diogo Ratacheski, o escalador curitibano que ficou paraplégico após sofrer um acidente de carro e que acaba de finalizar um Ironman, a mais dura prova de triatlo do Brasil. 

Vou para a balada ou leio um livro? 

Quarta-feira é o dia da balada barata em Curitiba. O Guia Gazeta do Povo sugere lugares descolados em que é possível se divertir pagando R$ 5. 

 

Se você preferir um bom livro, membros do Clube Gazeta do Povo têm 40% para três obras na Livraria da Vila do Patio Batel. Os autores? Henrique Fogaça, Sebastião Salgado e Paula Hawking. 

 

As opções estão postas. A escolha é sua. Ótima quarta-feira.

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