Encontre matérias e conteúdos da Gazeta do Povo
Infraestrutura

Com atrasos, nova pista do Afonso Pena ainda depende de licença para sair do papel

Pista Aeroporto Afonso Pena em Curitiba.
Concessionária afirma que não é possível estimar uma nova data de entrega enquanto o licenciamento não for concluído. (Foto: Jonathan Campos/Arquivo/Gazeta do Povo)

Ouça este conteúdo

Com entrega prevista inicialmente até dezembro de 2026, as obras da terceira pista do Aeroporto Afonso Pena ainda não começaram e dependem da emissão da Licença de Instalação. O licenciamento, concedido pelo Instituto Água e Terra (IAT), autoriza o início efetivo das obras e a execução dos projetos ambientais já aprovados.

O prazo anunciado pelo governador Ratinho Junior (PSD), em novembro de 2025, indicava que a licença seria emitida até março deste ano. O governo divulgou a previsão durante o anúncio do voo direto entre Curitiba e Lisboa, operado pela TAP.

Segundo o IAT, o órgão pode emitir a licença em até seis meses após aprovar a documentação. O prazo pode chegar a um ano, dependendo da complexidade do processo. Depois de emitir a licença, o órgão define validade de até dois anos, com possibilidade de prorrogação conforme o cronograma da obra.

Para que a pista entre em operação, o órgão ambiental ainda precisará conceder a Licença de Operação. Essa autorização só sai após a conclusão dos trabalhos e a verificação do cumprimento de todas as exigências ambientais. Em obras recentes no litoral, como a ponte de Guaratuba, essa etapa final ocorreu na semana da liberação para uso.

VEJA TAMBÉM:

Projetos ligados à obra estão em fase final

Procurada, a Motiva Aeroportos, concessionária responsável pela gestão do terminal, informou que segue no processo de obtenção das licenças ambientais e municipais, incluindo as licenças prévia, de instalação e de operação.

Além das autorizações ambientais, o projeto também depende de ajustes fundiários, como a transferência e regularização de áreas privadas necessárias para a ampliação da pista. A prefeitura de São José dos Pinhais informou que os projetos de reestruturação viária ligados ao empreendimento estão em elaboração por empresa contratada pela concessionária, com acompanhamento técnico do município.

Segundo a administração municipal, o aeroporto é de responsabilidade da concessionária, cabendo à prefeitura atuar na mitigação dos impactos urbanos. “O primeiro pacote de projetos está em fase final de ajustes e validação. Após a aprovação, será iniciado o processo licitatório para execução das obras, com recursos a serem viabilizados pelo Governo do Estado do Paraná”, informou em nota. Não há licenças pendentes de aprovação no âmbito municipal.

VEJA TAMBÉM:

Obra da pista do Afonso Pena tem cronograma atrasado

A obra integra o contrato de concessão do chamado Bloco Sul e prevê a construção de uma pista com 3 mil metros de extensão, que será a maior do Paraná. A nova estrutura permitirá a operação de aeronaves de maior porte e possibilitará aproximações simultâneas, ampliando a capacidade do aeroporto. Atualmente, o terminal conta com duas pistas, de 1.800 metros e 2.200 metros.

Neste momento, o projeto está com a Licença Prévia, etapa que atesta a viabilidade ambiental e aprova a localização e a concepção do empreendimento ainda na fase inicial de planejamento. No entanto, em dezembro, a concessionária indicava a expectativa de iniciar as obras ainda neste primeiro semestre de 2026.

Sem a emissão das licenças necessárias, o prazo de entrega já entra em risco. Ao ser questionada sobre as datas, a Motiva Aeroportos afirma que não pode estimar uma nova data de entrega enquanto o licenciamento não estiver concluído.

Paralelamente à obra, está prevista para 2026 a conclusão do processo de transferência do controle dos aeroportos administrados pela Motiva para a empresa mexicana Asur (Grupo Aeroportuario del Sureste). A aquisição, anunciada em novembro do ano passado, envolve 17 aeroportos no Brasil e outros três no exterior. A mudança no controle acionário, no entanto, não altera investimentos já previstos em contrato com a Anac.

VEJA TAMBÉM:

Você pode se interessar

Principais Manchetes

Receba nossas notícias NO CELULAR

WhatsappTelegram

WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.