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Centro de distribuição da Panvel inaugurado em março em São José dos Pinhais teve investimento de R$ 25 milhões e deve gerar mais de 500 empregos diretos
Centro de distribuição da Panvel inaugurado em março em São José dos Pinhais teve investimento de R$ 25 milhões e deve gerar mais de 500 empregos diretos| Foto: Divulgação/Panvel

Em plena pandemia de Covid-19, o Paraná vive uma onda de implantação de centros de distribuição de grandes nomes do varejo e da indústria. Em São José dos Pinhais, foram inauguradas recentemente unidades da fabricante de chocolates Neugebauer e da rede de farmácias Panvel, ambas empresas gaúchas. Já a vizinha Campina Grande do Sul tornou-se sede do centro de distribuição voltado ao e-commerce do Grupo Boticário.

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A onda chega também ao interior. Em junho do ano passado, a multinacional Paccar Parts inaugurou em Ponta Grossa seu novo centro de distribuição, que disponibiliza peças de caminhões, reboques, ônibus e motores para a rede de concessionárias DAF em todo o Brasil. A BRF iniciou as operações de sua unidade em Londrina no final de 2019 e a rede gaúcha de lojas de materiais de construção, eletrodomésticos e móveis Quero-Quero deve inaugurar nos próximos meses um centro de distribuição em Corbélia (Oeste).

“O Paraná tem uma posição logística privilegiada. No Brasil, só perde para o Nordeste, que está mais perto de outros continentes. Estamos a um raio de 1,2 mil quilômetros de 80% do PIB do Mercosul, uma distância que pode ser percorrida por caminhão”, afirma Filinto Jorge Eisenbach Neto, professor da Escola de Negócios da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR).

Outros trunfos paranaenses citados pelo docente para a implantação de centros de distribuição são a facilidade de mobilidade urbana, a infraestrutura de transportes desenvolvida para o escoamento de safras e a presença de importantes operadores logísticos. “A logística é uma cadeia de serviços enorme que opera em tempo integral. Ainda há o que melhorar (em infraestrutura de transportes), mas é um setor que cresce e emprega muito”, acrescenta Eisenbach.

E-commerce é um dos focos de centro de distribuição da Panvel

O Grupo Dimed, controlador da Panvel, investiu R$ 25 milhões no centro de distribuição inaugurado em março em São José dos Pinhais. A unidade tem 16 mil metros quadrados e deve gerar mais de 500 empregos diretos – na primeira fase da operação, estão sendo contratados 120 colaboradores. Segundo a Panvel, o centro de distribuição será responsável pelo abastecimento das lojas de São Paulo, Paraná e Santa Catarina e de vendas on-line para todo o Brasil.

“A região (de Curitiba) é logisticamente estratégica para atender esses três estados, regiões onde estamos focando a nossa expansão, São Paulo mais em vendas digitais e Paraná e Santa Catarina também com a abertura de novas lojas. A Panvel foca a expansão especialmente no Paraná, onde já tem 71 lojas”, justifica Roberto Coimbra, diretor executivo de operações da Panvel.

Ele destacou que o centro de distribuição será fundamental em um momento em que, devido à pandemia, o e-commerce ganha ainda mais importância. “Ele já foi idealizado para suportar o atendimento das vendas digitais e a entrega no menor tempo para as regiões mais distantes do Rio Grande do Sul. Nossas vendas digitais saltaram de 10% para cerca de 16% do total nesse período de pandemia. Inicialmente, o centro de distribuição será responsável pelo abastecimento de 150 lojas e futuramente atenderá mais de 350 lojas”, detalha Coimbra.

A unidade de São José dos Pinhais também abastecerá as dark stores de Curitiba e São Paulo, lojas exclusivas para atender as vendas digitais – ou seja, funcionam como uma espécie de minicentros de distribuição.

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