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Barreiras derrubadas

Na cola de namorado e parentes, Covid vai chegando a últimos municípios livres

  • 22/07/2020 08:16
De acordo com o último boletim da Sesa, somente onze municípios paranaenses não registram casos de coronavírus.
De acordo com o último boletim da Sesa, somente onze municípios paranaenses não registram casos de coronavírus.| Foto: Reprodução

O Paraná registra casos de coronavírus em 97,24% do território. São apenas onze municípios - dos 399 - em que a Covid-19 não infectou nenhum morador de acordo com o o mais recente boletim divulgado pela secretaria de Estado e Saúde (Sesa), nesta terça-feira (21). Apesar de terem composto os "top 14" das localidades sem corona, mais três municípios não conseguiram se blindar da doença, que veio de cidades maiores.

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No último dia 7, a Gazeta do Povo fez um levantamento para saber quais eram as cidades em que a Sars-Cov-2 ainda não tinha chegado. Na ocasião, foram contabilizadas 26 localidades, todas com menos de 10 mil habitantes. Exatamente duas semanas depois, os dados são preocupantes: somente 11 seguem livres da doença.

Clique nos pontos que marcam os municípios para mais informações:

Os registros da infecção estão avançando rápido. Até o dia 18 de julho, o boletim epidemiológico incluía entre os locais sem corona no mapa do Paraná, Campina do Simão, município da região Centro-Sul com 3.917 habitantes. Porém, agora já são três casos de Covid-19 contabilizados. No relatório da Sesa do dia 17, também apareciam zeradas Boa Esperança do Iguaçu, situada no Norte e com 2.538 moradores, e Santo Antônio do Paraíso, no Sudoeste, com 2.144. Ambas, agora, contam com um caso cada.

Não imaginavam que chegaria

Apesar do fluxo considerável de entrada e saída de moradores que trabalham em municípios vizinhos maiores, autoridades de Campina do Simão e de Santo Antônio do Paraíso não contavam que o coronavírus chegaria até as respectivas localidades.

"Estava tudo muito controlado. Montamos barreiras sanitárias e chegamos a impedir a entrada de pessoas de fora. Sinceramente, achei que não fossem acontecer casos aqui, ou se acontecesse estaríamos entre os dez últimos", explicou Emilio Altemiro Lazzaretti, prefeito de Campina do Simão.

Mesmo com o rigoroso controle, o vírus chegou. O namorado de uma moradora veio de Maringá com a bagagem indesejável e infectou três pessoas.

"Acreditamos que foi um caso isolado e não teremos outros. Após a divulgação do resultado positivo os moradores ficaram assustados aderiram ainda mais ao isolamento. O movimento no município está sendo quase nulo", garantiu o prefeito.

No caso de Santo Antônio do Paraíso o vírus veio de Cornélio Procópio, que fica a 45 quilômetros. O morador com a Covid-19 é enfermeiro na Santa Casa e, por causa do trabalho intenso na linha de frente no combate à doença, acabou infectado.

"A população aqui está muito consciente e contribuindo. Não tínhamos como prever esta situação de contágio, mas o paciente está isolado e cumprindo todas as determinações", falou o prefeito Wanderley Martins Ferreira.

Ele explicou que o deslocamento até cidades maiores próximas é muito comum para a realização de compras e outros trâmites burocráticos, mas que ainda assim não acredita que o vírus vá se espalhar pelo município.

"Temos um trabalho forte de conscientização e vamos 'apertar o cinto' mais ainda", reforçou.

Incredulidade da população

Uma realidade diferente é sentida por Evandro Luiz Cecato, prefeito de Boa Esperança do Iguaçu. Mesmo com todos os esforços, como a realização de barreiras sanitárias por um período e o trabalho de um comitê especial que se reúne para discutir medidas preventivas, ele sente que não há contribuição de muitos dos habitantes.

"Seguimos todas as recomendações da Organização Mundial da Saúde desde o início, mas a maior dificuldade vem sendo a conscientização da população. Estamos tomando diversas medidas, mas tem muita gente que não acredita na existência do coronavírus", lamentou.

O vírus chegou ao município após uma moradora visitar parentes em Dois Vizinhos, mesmo com a recomendação para que as viagens fossem apenas em caráter de urgência. Ela está em isolamento, mas ainda assim Cecato teme o que possa acontecer caso os habitantes não entendam a gravidade.

" Já esperava que em algum momento seríamos atingidos. Tentamos nos blindar ao máximo, mas vemos que estamos em uma luta muito difícil", finalizou.

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