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Luciano Flores de Lima deixa a superintendência regional da PF no Paraná
Luciano Flores de Lima deixa a superintendência regional da PF no Paraná| Foto: Arnaldo Alves/ANPr

Um mês após a troca na direção-geral da Polícia Federal (PF), o superintendente regional do órgão no Paraná foi substituído. Sai o delegado Luciano Flores de Lima, conhecido pela atuação na Lava Jato, e entra Omar Gabriel Haj Mussi, que ocupava o cargo de corregedor-geral do órgão, em Brasília. As mudanças foram publicadas na edição desta terça-feira (2) do Diário Oficial da União.

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Paranaense, formado em Direito pela Universidade Federal do Paraná, Haj Mussi é delegado da PF desde janeiro de 1999. Assumiu a Corregedoria-Geral em julho de 2017 e, antes disso, foi diretor de Administração e Logística do órgão e superintendente regional em Alagoas.

Flores de Lima assumiu a superintendência no Paraná em fevereiro de 2019, em substituição a Maurício Valeixo, que na época foi nomeado diretor-geral da PF pelo então ministro da Justiça e da Segurança Pública, Sergio Moro.

Moro deixou o cargo no fim de abril, após a exoneração de Valeixo, que, segundo ele, ocorreu sem o seu aval. O ex-ministro saiu de maneira conturbada, acusando o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) de tentar interferir na PF por meio da substituição do diretor-geral e do superintendente do órgão no Rio de Janeiro, Carlos Henrique Oliveira.

Após a saída de Moro e Valeixo, Oliveira foi indicado ao cargo de diretor-executivo da PF em Brasília, deixando a superintendência do Rio. Em seu lugar assumiu o delegado Tácio Muzzi.

Além de Rio de Janeiro, a nova direção da PF já realizou outras quatro trocas em superintendências regionais, que atingiram Rio Grande do Sul, Alagoas, Paraíba e Tocantins. Todos assumiram cargos em diretorias do órgão na capital federal.

Segundo o jornal O Globo, com a saída da superintendência no Paraná, Flores de Lima deve ser transferido para um posto no exterior. O delegado está na PF desde 2002 e atuou na Operação Lava Jato desde 2014. Foi ele o responsável por executar a condução coercitiva e tomar o depoimento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no aeroporto de Congonhas, em São Paulo, em março de 2016.

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