| Foto: Ricardo Stuckert/Divulgação

A presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, afirmou que seria uma agressão e uma brutalidade caso o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) não permita a candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A senadora do Paraná concedeu entrevista à imprensa antes do evento de lançamento da pré-candidatura de Lula, nesta sexta-feira (8), em Contagem (MG). Ela afirmou que o partido irá registrar Lula como candidato até o dia 15 de agosto.

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Lula está preso em Curitiba desde o dia 7 de abril, após ter sido condenado em segunda instância por corrupção e lavagem de dinheiro no caso do triplex de Guarujá (SP). “Se o TSE avaliar que não pode, o que seria uma brutalidade, uma agressão com o presidente, porque nós estamos com recursos bem fundamentados em instâncias superiores e [...] teria que ser feita a candidatura”, disse.

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Gleisi disse acreditar no resultado positivo dos recursos que pedem a liberdade de Lula ao Supremo Tribunal Federal (STF) e ao Superior Tribunal de Justiça (STJ). “Acredito que a Justiça tem que dar sua contribuição de estabilidade, de respeito à democracia.”

Segundo ela, o país está a beira de uma convulsão social e não há possibilidade de pacificação com Lula preso. “É o único com condição de tirar o país da crise e pacificar o Brasil. Não existe outra liderança política com a estatura de Lula, com a capacidade dele de interlocução popular”, disse. “Continuar com um líder como Lula preso é querer jogar o país cada vez mais na instabilidade e numa saída que não seja de paz social”, completou.

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Gleisi afirmou ainda que a Lei da Ficha Limpa não é impeditiva no caso de Lula e que 145 prefeitos foram eleitos e tomaram posse mesmo com o registro indeferido pela Justiça. A senadora diz que o partido está fazendo um levantamento estado a estado de casos semelhantes ao de Lula. 

Segundo ela, o petista não está com os direitos políticos suspensos e o PT pediu à Justiça que ele possa dar entrevistas e gravar depoimentos na sua campanha. “E não é preciso explicar qual é o programa de governo de Lula, é autoexplicativo”, diz.

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Alianças

Glesi afirmou que o PT trabalha por um vice de outro partido e que a articulação política do campo de esquerda, com PSB, PCdoB, PCB, PSOL, PCB e PCO pode embasar uma articulação eleitoral. De acordo com a senadora, o PSB é um dos partidos que está no arco de alianças e é uma prioridade. O ex-prefeito de Belo Horizonte Márcio Lacerda poderia ser uma opção de vice do partido.

A senadora deu a entender que o PT irá sacrificar candidaturas regionais em prol da aliança nacional, que é a prioridade. Em Pernambuco, por exemplo, a candidatura de Marília Arraes ao governo estará ameaçada diante de um arranjo com o PSB para reeleger o governador Paulo Câmara.

Próximo de Ciro, governador petista do Ceará não aparece

O governador do Ceará, Camilo Santana (PT), é o único governador petista ausente no evento de lançamento da pré-candidatura de Lula em Contagem (MG), nesta sexta. Em uma gafe, a presidente do PT afirmou em entrevista à imprensa que ele já havia chegado a Minas Gerais, mas Camilo cumpre agenda no Ceará.

Pela manhã, o governador entregou tratores e assinou a ordem de serviço para restauração de uma rodovia. À tarde, inaugurou a reforma de um terminal de ônibus em Fortaleza. Às 18h, mesmo horário do evento petista em Minas, Camilo iria inaugurar uma arena de futebol na cidade de Russas (CE).

Próximo de Ciro Gomes (PDT), que também já governou o Ceará, Camilo chegou a defender o nome do pedetista como alternativa diante da prisão de Lula. Gleisi minimizou a divergência interna e afirmou ser legítima a posição de Camilo que, segundo ela, defende Ciro somente caso Lula não seja candidato.

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