O pastor Silas Malafaia agradeceu “de coração” por ter sido processado pelo PSOL, nesta segunda-feira (8). O partido entrou com queixa-crime contra o líder religioso, em razão de uma live feita por ele em que fez acusações ao PSOL e a Guilherme Boulos, pré-candidato à Prefeitura de São Paulo.
Em um vídeo publicado na rede social X, Malafaia ironizou a “extrema esquerda” e criticou a “irrefutável intolerância” por parte da legenda.
“Quero agradecer de coração ao PSOL por ter entrado na justiça contra as minhas ideias. É uma prova irrefutável da intolerância dessa gente, que é uma extrema-esquerda, que não suporta a liberdade de expressão e se utilizam da democracia”, disse.
A ação do PSOL contra Malafaia é por ele ter chamado a legenda de “partido das trevas” e “lixo moral”, além de acusar a sigla de querer sexualizar crianças na escola. O partido pede a condenação do líder religioso por danos morais.
No vídeo, Malafaia justificou as críticas ao partido citando alguns posicionamentos da legenda e a ação do PSOL no Supremo Tribunal Federal (STF) que derrubou a resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM) que proibia o procedimento da assistolia fetal.
"Eles (PSOL) entraram no STF e derrubaram uma resolução do Conselho Federal de Medicina que proibia médicos de fazerem abortos em mulheres que sofreram estupro depois de cinco meses e meio. (…) Porque o bebê está pronto pra vida e não é aborto, é pré-parto para a vida ou para a morte. E por um sistema cruel, chamado assistolia, que é proibido de ser usado em animais, eutanásia e pena de morte. E o PSOL conseguiu derrubar”, justificou o pastor.
Malafaia também mencionou que o partido vota a favor da ideologia de gênero, além de patrocinar eventos de descriminalização da maconha.
“É o PSOL que sempre apoiou marcha da maconha. São os maiores apoiadores dessa desgraça, que é a porta de entrada para as drogas e desgraça a nossa juventude”, explicou.
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