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Op. Compliance Zero 5

Advogado deixa defesa de Ciro Nogueira após operação da PF

Ciro Nogueira
Antônio Castro, conhecido como Kakay, diz que saída da banca de defesa de Ciro Nogueira foi em comum acordo. (Foto: Fábio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil)

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O escritório do advogado Antônio Carlos Almeida Castro, conhecido como Kakay, anunciou nesta segunda-feira (11) que deixou a defesa do senador Ciro Nogueira (PP-PI) após o político ser alvo da quinta fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal na semana passada. O parlamentar é apontado pela investigação como operador político do banqueiro Daniel Vorcaro, do liquidado Banco Master.

De acordo com um comunicado emitido mais cedo, Kakay afirmou que seu escritório deixou o caso em comum acordo com o senador.

"O escritório Almeida Castro, Castro e Turbay Advogados vem comunicar que, em comum acordo com o senador Ciro Nogueira, não seguirá atuando para o parlamentar neste caso", afirmou em nota.

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Na semana passada, após a deflagração da operação, Kakay chegou a afirmar que Nogueira estava disposto a colaborar com as investigações e repudiou qualquer “ilação de ilicitude”.

Em nota, também pontuou que o senador não teve qualquer participação nos fatos investigados e criticou “medidas investigativas graves e invasivas tomadas com base em mera troca de mensagens, sobretudo por terceiros", chamando-as de precipitadas e comparando-as ao "uso indiscriminado de delações premiadas”.

A quinta fase da Operação Compliance Zero apontou que Ciro Nogueira seria o beneficiário de uma mesada de R$ 300 mil a R$ 500 mil para atuar a favor de Vorcaro no Congresso Nacional, operando inclusive para aprovar uma emenda que permitiria ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC) ampliar a cobertura de investidores de R$ 250 mil para R$ 1 milhão, o que poderia multiplicar a captação de recursos e lucros do Banco Master.

“Em juízo de cognição sumária, os elementos descritos na representação são suficientes para indicar, em tese, o estabelecimento de um arranjo funcional e instrumentalmente orientado para obtenção de benefícios mútuos, extrapolando relações de mera amizade, entre o Senador Ciro e Daniel Vorcaro”, escreveu o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), na decisão que permitiu a operação.

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Fontes a par da investigação relataram que a emenda apresentada por Ciro Nogueira poderia sextuplicaria os lucros do Banco Master, provocando uma "hecatombe" no mercado financeiro. Atualmente, o Congresso discute proibir a utilização do FGC em peças de marketing.

A investigação descobriu que a emenda foi redigida pela própria assessoria do banco e repassada ao parlamentar por meio de um envelope endereçado à sua casa. Há também a menção a outras minutas de projetos de lei.

Mais informações em instantes.

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