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Decretos de Lula

Câmara aprova urgência de projeto que suspende demarcação de terras indígenas em SC

Projeto que suspende demarcação de terras indígenas em SC avança na Câmara
Projeto que suspende decretos de Lula sobre terras indígenas em Santa Catarina poderá ser votado diretamente no plenário. (Foto: Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados)

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A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (17) a urgência para votação do projeto que suspende os decretos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para a demarcação de terras indígenas (TIs) em Santa Catarina.

O requerimento foi apresentado pela deputada Júlia Zanatta (PL-SC). Agora, o Projeto de Decreto Legislativo (PDL) 717/24, de autoria do senador Esperidião Amin (PP-SC), pode ser votado diretamente pelo plenário da Câmara, sem passar por comissões.

A proposta também susta o art. 2º do Decreto 1.775/1996 que estabelece que a regras para a demarcação de terras. Em dezembro de 2024, Lula assinou a homologação das TIs de Morro dos Cavalos em Palhoça (SC), e Toldo Imbu, em Abelardo Luz (SC).

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O PDL foi aprovado pelo Senado em maio de 2025. Caso receba o aval dos deputados, o texto segue direto para a promulgação, sem a necessidade de sanção presidencial.

Na ocasião, a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) disse que “as terras homologadas são fruto de reivindicação coletiva que buscou a efetivação dos direitos territoriais dos povos indígenas em conformidade jurídica com os normativos legais vigentes”.

Em nota, a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) criticou a aprovação do requerimento e fez um apelo para que o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), não paute a matéria.

“Mais uma vez, o Congresso Inimigo do Povo atua para retirar direitos populares e anular atos administrativos concretos do executivo, ultrapassando sua própria função legislativa. Não se trata de segurança jurídica, mas de retroceder os direitos indígenas conquistados!”, disse a entidade.

Em janeiro de 2025, o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu os efeitos do decreto que reconheceu a posse tradicional dos indígenas Kaingang sobre Toldo Imbu. O julgamento que pode confirmar a liminar ainda não foi concluído.

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