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Direito constitucional

Cármen Lúcia diz que liberdade de imprensa “não está em questão” no Brasil

Cármen Lúcia diz que liberdade de imprensa “não está em questão” no Brasil
Cármen Lúcia afirmou que a liberdade de imprensa é um direito constitucional e democrático e defendeu o sigilo da fonte. (Foto: EFE/Andre Borges)

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A ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Cármen Lúcia afirmou nesta sexta-feira (14) que a liberdade de imprensa "não está em questão no Brasil" e defendeu o direito constitucional ao sigilo da fonte.

"A liberdade de imprensa não está em questão no Brasil por uma simples razão: o artigo 220 da Constituição é expresso ao garantir que não existe democracia sem liberdade de imprensa”, disse a magistrada durante o fórum promovido pela BBC World Service e pela BBC News Brasil.

“E o inciso XIV do artigo 5º também diz que é garantido o direito ao trabalho, ao ofício e à profissão, além do sigilo da fonte quando necessário ao exercício da função", acrescentou. 

A ministra destacou que sua fala não está relacionada a um caso específico. Contudo, a manifestação ocorre após o ministro Alexandre de Moraes autorizar, no início desta semana, uma operação contra a fonte de um jornalista do Maranhão que publicou reportagens sobre o ministro Flávio Dino.

Cármen Lúcia evitou comentar especificamente sobre a decisão de Moraes, pois a liminar deve ser analisada pela Primeira Turma. 

“Eu sou proibida por lei de falar sobre o que está sub judice no Supremo [...] Mas, quando este caso especificamente chegar lá, eu vou ter que votar. Todo mundo sabe da minha posição e da posição do Supremo, que historicamente defende o direito de imprensa porque é um direito constitucional, é um direito democrático”, disse. 

Durante a sessão desta quinta (13), o presidente do STF, Edson Fachin, manifestou solidariedade a Dino, defendeu a liberdade de imprensa e o sigilo da fonte e indicou que a decisão de Moraes deve ser analisada de forma “colegiada”.

Moraes afirmou que o sigilo da fonte não pode ser usado como "escudo" para crimes. "Sigilo de fonte é uma garantia constitucional consagrada por essa Suprema Corte, mas que nunca se confundiu e nunca e jamais se confundirá com escudo protetivo para a prática de atividades ilícitas", destacou.

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