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Última instância

Corte italiana marca julgamento de recurso de Zambelli contra extradição

Recurso atinge a última instância. Defesa reagiu com estranheza à agilidade da Corte de Cassação.
Recurso atinge a última instância. Defesa reagiu com estranheza à agilidade da Corte de Cassação. (Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados)

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A Corte Suprema de Cassação, instância máxima da Justiça italiana, marcou para o dia 22 de maio o julgamento do processo de extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli (PL). O agendamento foi comunicado por meio de um aviso assinado na última quarta-feira (22).

Zambelli enfrenta dois processos que podem determinar seu retorno ao Brasil. O caso em questão diz respeito ao suposto pagamento para que Walter Delgatti Neto — conhecido como "Hacker de Araraquara" — invadisse os sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e incluísse um mandado de prisão que tinha como juiz e alvo o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.

Aqui no Brasil, o processo lhe rendeu uma condenação a 10 anos de prisão. Após o encerramento da ação, em junho de 2025, ela deixou o Brasil e foi para o país europeu em que também tem nacionalidade, mas acabou sendo presa por ter sido incluída pelo Brasil na lista vermelha da Interpol.

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Defesa questiona "pressa incomum"

À frente da equipe de advogados, Fabio Pagnozzi vê possibilidade de julgamento direcionado. À frente da equipe de advogados, Fabio Pagnozzi vê possibilidade de julgamento direcionado. (Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados)

A defesa questionou a "excepcional celeridade conferida ao andamento do processo de extradição em trâmite perante a Justiça italiana". Por meio de nota, o advogado Fabio Pagnozzi alegou que o prazo é "significativamente inferior ao padrão observado em casos semelhantes".

"A defesa vê com apreensão a incomum rapidez na tramitação do caso, o que pode indicar um desfecho já previamente encaminhado, em detrimento das garantias fundamentais que devem reger processos dessa natureza", conclui Pagnozzi.

A ex-deputada também teve autorizada sua extradição em um caso envolvendo porte de arma de fogo. Às vésperas do segundo turno das eleições de 2022, ela foi filmada empunhando uma arma contra um cidadão que, de acordo com sua versão, a teria empurrado.

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