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No programa Última Análise desta terça-feira (18), os convidados falaram a respeito da decisão da Justiça inglesa que manteve o bloqueio de R$ 45 milhões em propina de Mário Ildeu de Miranda, ex-diretor da Petrobras, acolhendo as provas obtidas na operação Lava Jato. O caso ignorou a anulação de provas, determinada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli.
"O estado de coisas no Brasil é vergonhoso. O país foi, novamente, submetido a uma decisão que envolve o combate à corrupção. Infelizmente, a comunidade internacional agora entende a situação", diz o jurista Frederico Junkert.
Na decisão, o Judiciário britânico chegou a deixar claro a sua estranheza com as manobras de Toffoli, para barrar a investigação ao deslegitimar provas. "Altamente incomum", classificaram os ingleses e reafirmaram que as provas foram legítimas.
"Estamos falando de um país sério com instituições de verdade, com regras e ordem. É a Inglaterra olhando para o Brasil e afirmando que nossa justiça anula as provas e blinda os corruptos", diz a advogada Anne Dias.
Fachin reage a críticas
Colega de Toffoli, o presidente do STF, Edson Fachin, criticou o que chamou de "populismo" contra a a Corte. Segundo ele, os ataques ao Judiciário não podem ser usados como estratégia política nas eleições.
"O discuso de Fachin em nada difere do de Alexandre de Moraes. É a mesma tentativa de corroer as instituições por meio de um discurso radicalizado e extremista", afirma Junkert.
Moraes e Dino contra sigilo de fonte
Já Flávio Dino e Moraes seguem na investida, desta vez, contra a liberdade de imprensa. Após derrubar o sigilo de fonte contra jornalista do Maranhão, agora afirmam que nenhum direito é absoluto, para reforçar a censura.
"Assim como a imunidade parlamentar é um pilar da democracia, também é a imunidade de atuação contida no sigilo de fonte. Quando isso é violado, viola-se o acesso à informação e a própria atividade jornalísitca", aponta o ex-juiz de Direito Adriano Soares da Costa.
O programa Última Análise faz parte do conteúdo jornalístico ao vivo da Gazeta do Povo, no YouTube. O horário de exibição é das 19h às 20h30, de segunda a quinta-feira. A proposta é discutir de forma racional, aprofundada e respeitosa alguns dos temas desafiadores para os rumos do país.



