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No programa Última Análise desta quarta-feira (25), os comentaristas falaram a respeito da rejeição ao presidente Lula (PT), que atingiu o número de 61% recentemente, segundo o PoderData. Somado ao crescimento de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que até supera o petista em alguns cenários, segundo pesquisa AtlasIntel, certa ala do governo pensa em uma manobra política: descolar-se da imagem negativa do Supremo Tribunal Federal (STF).
"O governo está um 'salve-se quem puder' e Lula perdeu o controle. Ele é um presidente sem povo, sem legitimidade e extremamente centralizado", critica a advogada Fabiana Barroso.
A reforma do Judiciário também voltou a circular entre o petismo, focando no estabelecimento de padrões éticos, regime disciplinar e redução de gastos. Assim, junto com a pauta da segurança pública, o sistema judicial pode se tornar uma iniciativa da esquerda nas eleições de outubro.
Entretanto, para o ex-procurador Deltan Dallagnol, tentar se desvincular do STF é uma "operação retórica praticamente impossível". Segundo ele, "Lula articulou com o STF a pauta da defesa da democracia e a narrativa da soberania nacional. Agora que o STF se tornou um fardo, ele quer se descolar. Mas o eleitor vai lembrar".
O projeto de lei da misoginia
O Senado aprovou nesta terça-feira (24) o projeto de lei que equipara a misoginia, que consiste na manifestação de ódio ou aversão a mulheres, ao crime de racismo. Aprovado por unanimidade, com 67 votos favoráveis, o texto segue para análise da Câmara dos Deputados.
"Trata-se de usar o direito penal para mudar a cultura e a sociedade. Mais grave, é a própria institucionalização da loucura, pois não há como fundamentar a proposta de forma racional. A violência contra a mulher já está prevista em legislação", lembra o escritor Francisco Escorsim.
Dallagnol atribui a iniciativa à ideologia "woke", que se refere ao conjunto de pautas progressistas, como diversidade, inclusão, linguagem neutra e ideologia de gênero. "Eles não querem proteger a mulher. Eles querem introduzir uma ideologia de esquerda com força de lei, acabando com condutas legítimas dentro do ambiente social", afirma ele.
Alcolumbre e a paralisação das investigações
Cada vez mais inerte no papel de líder do Senado Federal, o senador Davi Alcolumbre (União-AP) tem resistido a avançar nas investigações da fraude do INSS e no caso do Banco Master. Enquanto isso, no STF, o ministro André Mendonça tenta mobilizar a Casa, determinando a prorrogação do trabalho da CPMI.
"Alcolumbre também está enrolado em investigações, então um 'pacto de sangue' com o STF pode salvar tanto um quanto outro. Sem falar que uma CPMI do Master já era pra ter sido instalada", avalia Dallagnol.
O programa Última Análise faz parte do conteúdo jornalístico ao vivo da Gazeta do Povo, no YouTube. O horário de exibição é das 19h às 20h30, de segunda a sexta-feira. A proposta é discutir de forma racional, aprofundada e respeitosa alguns dos temas desafiadores para os rumos do país.
Metodologia
O PoderData realizou 2.500 entrevistas por telefone em 132 municípios, com margem de erro de 2 pontos percentuais e intervalo de confiança de 95%. A AtlasIntel usou 5.028 respondentes recrutados digitalmente pela metodologia Atlas RDR, com margem de erro de 1 ponto percentual e nível de confiança de 95%. O levantamento da AtlasIntel está oficialmente registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-04227/2026.






