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Ação penal

Eduardo não participa de interrogatório virtual e processo avança no STF

Eduardo Bolsonaro não participa de interrogatório virtual e processo avança no STF
PGR acusa Eduardo de tentar atrapalhar o andamento da ação penal sobre a suposta tentativa de golpe de Estado, na qual seu pai foi condenado. (Foto: EFE/EPA/Zoltan Balogh)

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O ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) não participou do interrogatório marcado para esta terça-feira (14) pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no âmbito da ação penal que investiga sua atuação nos Estados Unidos.

A audiência virtual foi conduzida por um juiz auxiliar do ministro Alexandre de Moraes e contou com a participação de um defensor público da União, responsável pela defesa de Eduardo, e um integrante da PGR.

“Tendo em vista que o acusado não se encontra presente e tendo em vista a natureza jurídica do interrogatório como um meio de defesa… Encerro a presente audiência”, disse o magistrado.

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A Defensoria Pública da União (DPU) e a PGR devem informar à Corte, em 5 dias, se pedirão novas diligências. Caso isso não ocorra, Moraes poderá abrir prazo para que sejam apresentadas as alegações finais no processo.

Em novembro de 2025, a Primeira Turma aceitou a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) e tornou Eduardo réu pelo pelo crime de coação no curso do processo.

Para a PGR, o ex-deputado articulou sanções contra autoridades brasileiras na tentativa de atrapalhar o andamento do inquérito sobre a suposta trama golpista, no qual o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi condenado.

O filho de Bolsonaro está nos Estados Unidos desde fevereiro do ano passado. Em dezembro, a Mesa Diretora da Câmara cassou o mandato de Eduardo por excesso de faltas.

Em fevereiro deste ano, Moraes determinou a intimação do ex-deputado por meio de edital. Como Eduardo não apresentou um advogado particular para representá-lo, o ministro determinou a atuação da DPU.

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