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Pauta

Fachin adia julgamento que definirá sucessão no governo do RJ

Presidente do STF deixa sem data julgamento que já passou por travamento de 82 dias vindo de pedido de vista de Flávio Dino.
Presidente do STF deixa sem data julgamento que já passou por travamento de 82 dias vindo de pedido de vista de Flávio Dino. (Foto: Antonio Augusto/STF)

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O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, retirou da pauta desta quarta-feira (19) o julgamento de uma ação do PSD que discute a sucessão no governo do Rio de Janeiro. A ação definirá se a escolha de governador e vice para completar o mandato caberá aos eleitores ou aos deputados estaduais.

O processo havia sido incluído há mais de um mês na pauta. O que foi interrompido, agora, é a retomada dos votos após o ministro Flávio Dino pedir vista e travar o andamento por 82 dias. De acordo com ele, era necessário aguardar uma definição do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre a decisão que declarou o governador Cláudio Castro (PL) inelegível no dia seguinte à sua renúncia.

Segundo informações de bastidores coletadas pela Folha de São Paulo, o adiamento ocorreu para priorizar uma ação em que o Supremo pode ampliar a aplicação das medidas protetivas previstas na Lei Maria da Penha para além do contexto de violência doméstica, passando a abranger, de um modo geral, a violência contra a mulher em razão do gênero. Com isso, o Supremo emitiria sua decisão ainda no mês em que a lei completa 20 anos.

O placar está favorável à eleição indireta. Apenas o ministro Cristiano Zanin defende um pleito suplementar direto. O relator, ministro Luiz Fux, se manifestou pela escolha pelos deputados e foi acompanhado pelos ministros André Mendonça, Nunes Marques e Cármen Lúcia.

A renúncia de Cláudio Castro ocorreu em um momento em que a linha sucessória estava vazia. Seu vice, Thiago Pampolha, assumiu uma vaga no Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ) em maio de 2025. Já o então presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), Rodrigo Bacellar, perdeu o mandato na mesma decisão que atingiu Castro. Com isso, quem comanda o Executivo hoje é o presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ), Ricardo Couto.

A Alerj chegou a eleger seu novo presidente, o deputado estadual Douglas Ruas (PL). O Supremo, porém, optou por não atribuir o cargo de governador ao parlamentar e manteve Couto no poder até uma decisão definitiva sobre os rumos da política fluminense.

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