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Fachin diz que maioria do STF apoia código de conduta, mas não agora

Edson Fachin, presidente do STF e do CNJ, durante evento em memória dos três anos dos atos de 8 de janeiro em Brasília.
Edson Fachin, presidente do STF e do CNJ, durante evento em memória dos três anos dos atos de 8 de janeiro em Brasília. (Foto: Luiz Silveira/STF)

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O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, disse que a maioria dos seus colegas de Corte apoia sua ideia de um código de conduta para os membros de tribunais superiores. Este apoio, porém, teria uma ressalva: os colegas teriam expressado que este não seria o momento adequado para tal alteração.

"O que eu posso dizer é que há um sentimento de alguns colegas, não são muitos, que ontologicamente são contra o código, mas não é a maioria. A maioria entende que esse não seria o momento adequado, porque, no ano das eleições, as instituições vão estar mais expostas", revelou o ministro, em entrevista ao jornal O Estado de São Paulo divulgada nesta segunda-feira (26).

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Ainda de acordo com Fachin, a corrente contrária estaria argumentando que as normas de conduta para os ministros e desembargadores já estariam abarcadas pela Lei Orgânica da Magistratura (Loman). A norma cita, entre outras coisas, o dever do magistrado de " manter conduta irrepreensível na vida pública e particular", além de proibir aos julgadores "manifestar, por qualquer meio de comunicação, opinião sobre processo pendente de julgamento, seu ou de outrem, ou juízo depreciativo sobre despachos, votos ou sentenças, de órgãos judiciais, ressalvada a crítica nos autos e em obras técnicas ou no exercício do magistério."

"É certo que as discussões já começaram, porém há duas perguntas iniciais que ainda não foram respondidas: o código de conduta é necessário? Se a maioria do colegiado entender que não, acabou aí. Eu entendo que é necessário. Um código de conduta é uma medida de defesa do próprio tribunal e é uma evolução desse aprendizado institucional", argumentou Fachin.

A ideia do ministro é inspirada na experiência alemã, e ganhou força com sua ascensão à presidência do STF, cargo que dá também direito ao comando do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A proposta inicial restringiria declarações públicas dos ministros em entrevistas e palestras, além de fixar regras de transparência para os valores recebidos por cursos ou participações em eventos.

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