Os novos ministros do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), alinhados ao PT, tomaram posse nesta segunda-feira (10), em uma solenidade no Palácio do Planalto. O ministro Alexandre Padilha assumiu o Ministério da Saúde, e Gleisi Hoffmann, ex-presidente do PT, assumiu a Secretaria de Relações Institucionais (SRI).
No discurso de posse, como ministra responsável pela articulação política, Gleisi Hoffmann reconheceu o papel do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), na “defesa da democracia e, agora da soberania nacional”. “Respeitamos e temos relações com todos, mas o Brasil é dos brasileiros e brasileiras”, declarou a petista.
Gleisi ainda disse que quer manter uma “relação respeitosa, franca, solidária e direta” com o Congresso Nacional, ao citar os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).
“Estarei sempre aqui para conversar, ouvir críticas e acolher sugestões. (…) Devemos fazer política para somar, reconhecendo as diferenças, respeitando adversários, construindo alianças, cumprindo acordos”, disse.
Na ocasião, ela agradeceu a presença dos líderes partidários, especialmente os do governo, e ressaltou que será uma “companheira para resolver problemas e construir soluções”.
Entre as principais prioridades do governo, que ela pretende buscar apoio dos parlamentares, está a votação do Orçamento 2025. Segundo Gleisi, essa é uma “agenda legislativa essencial e urgente para o povo brasileiro”.
Outra pauta destacada pela nova ministra, que visa agradar o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, é a “isenção do imposto de renda para os que recebem até R$ 5 mil”, a qual ela disse que é “uma questão de justiça”.
“Essa medida vai ajudar milhões de brasileiros e brasileiras com absoluta neutralidade fiscal, como já antecipou o ministro Fernando Haddad”, ressaltou Gleisi.
Padilha na Saúde
Logo no início da solenidade, a ex-ministra Nísia Trindade discursou um longo texto de despedida e destacou as ações que realizou, enquanto esteve à frente do Ministério da Saúde. Ela ressaltou que encontrou uma pasta “paralisada” e atribuiu a sua saída a uma “campanha misógina“, além de fazer críticas ao “negacionismo” na gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro, e declarou que restaurou o Sistema Único de Saúde (SUS).
Em seguida, Padilha assinou o termo de posse como novo ministro da Saúde. Ao discursar, ele enalteceu a presença das mulheres na área da saúde e disse que ”não se salva vidas nesse país, sem as mulheres que defendem o SUS”.
Padilha também agradeceu pela segunda oportunidade de comandar a pasta da Saúde. “Sou defensor do SUS e pode contar mais uma vez com a lealdade de doação integral até o ultimo segundo com essa missão de ser ministro da Saúde”, disse.
Entre as ações prioritárias da pasta, Padilha citou a reformulação da tabela do SUS, que define os valores pagos pelo governo a hospitais e clínicas privadas
“Sei que a tabela SUS, da forma como ela remunera os serviços hoje, não acabará com a peregrinação do nosso povo. Teremos a coragem e a sabedoria necessária para enterrar esse modelo e construir um novo.", declarou o ministro.
Padilha também prometeu reduzir o tempo de espera dos pacientes para procedimentos de urgência e atendimentos especializados. Ele disse que buscará ampliar parcerias com a rede privada para reduzir as filas.
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