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O novo líder do PT no Senado, Camilo Santana (PT-CE), reconheceu que a relação entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), sofreu um “arranhão” após a crise envolvendo a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo o senador, o desgaste tem impactado diretamente a votação de propostas consideradas prioritárias pelo Palácio do Planalto.
A crise teve início quando Lula indicou Messias contrariando a preferência de Alcolumbre, que defendia a escolha do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) para o posto. Posteriormente, Messias foi rejeitado pelo Senado enquanto que o presidente segue fazendo provocações de que poderá indicar o nome novamente.
“O presidente do Senado praticamente não tem colocado as pautas mais importantes do governo em votação em razão da crise com o Messias. Falta aí um pouco de diálogo. O próprio presidente Alcolumbre tem colocado que deseja uma reaproximação e um diálogo com o presidente”, afirmou Santana em entrevista ao jornal O Globo publicada nesta sexta-feira (10).
Camilo disse que pretende atuar para reduzir as tensões e apoiar os esforços já realizados pela nova líder do governo no Congresso, senadora Teresa Leitão (PT-PE). O objetivo é conseguir avançar nas pautas que serão usadas como bandeira de campanha de Lula à reeleição.
“Queremos garantir esse diálogo do presidente Lula com Alcolumbre para distensionar e aprovar a PEC da Segurança e o fim da escala 6x1”, declarou.
Apesar de ainda não haver uma reunião marcada entre Lula e Alcolumbre, o senador minimizou a demora e atribuiu a falta de um encontro à agenda presidencial das últimas semanas. Para ele, a reaproximação deve ocorrer antes da eleição presidencial de outubro.
“É claro que ficou um arranhão na relação, mas eles vão conversar, vão distensionar isso pelo bem do Brasil”, completou.
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A retomada do diálogo entre o Palácio do Planalto e a cúpula do Senado é considerada estratégica pelo governo para destravar a votação de pautas prioritárias antes do período eleitoral. Entre os principais objetivos do Executivo estão a aprovação da PEC da Segurança Pública, que busca ampliar a integração entre União, estados e municípios no combate ao crime organizado, e o avanço de medidas voltadas ao fortalecimento das políticas de segurança no país.
Outra prioridade é a aprovação definitiva do fim da escala de trabalho 6x1, considerada uma das principais bandeiras sociais do governo neste ano. A proposta prevê a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas, sem redução salarial, e a garantia de duas folgas por semana, com o texto já aprovado pela Câmara dos Deputados e aguardando análise do Senado.
Além dessas medidas, o governo também pretende avançar em projetos relacionados à regulamentação do trabalho por aplicativos e em outras iniciativas voltadas ao desenvolvimento econômico, inclusão social e segurança pública. A avaliação de integrantes da base governista é que a reaproximação entre Lula e Alcolumbre será decisiva para garantir a tramitação dessas propostas antes do início mais intenso das articulações eleitorais.








