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Lula culpa Flávio Bolsonaro por atraso na votação do fim da escala 6×1 no Senado

Lula
Presidente petista afirma que coordenador da campanha de Flávio atuou para impedir votação no plenário do Senado. (Foto: André Borges/EFE)

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) atribuiu nesta quinta-feira (3) à equipe do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) a responsabilidade pelo atraso da votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala 6x1 no plenário do Senado. A proposta foi aprovada na véspera antes na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

Após a aprovação, a maioria dos senadores que votaram a favor comemorou e afirmou que seria levada no mesmo dia ao plenário. Apenas quatro parlamentares da oposição – Rogério Marinho (PL-RN), Hamilton Mourão (Republicanos-RS), Tereza Cristina (PP-MS) e Jaime Bagatoli (PL-RO) – foram contrários à proposta.

“Enquanto tentávamos avançar com a PEC que acaba com a jornada 6x1 no Senado, a oposição, capitaneada pelo coordenador da campanha do meu opositor nessa corrida presidencial, atuava para impedir o avanço da pauta”, escreveu Lula em uma rede social.

O principal entrave para a proposta não ser pautada na reunião do dia do plenário foi a possibilidade de não se conseguir a quantidade necessária de votos para aprovação. O líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT-AP), disse que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), questionou os governistas se haveria a garantia dos votos antes de arriscar a votação.

Após nova consulta aos senadores, o Palácio do Planalto concluiu que não havia números suficientes e decidiu não submeter o texto a uma possível derrota.

“Houve um movimento bem-sucedido da oposição, liderado pelo senador Flávio, liderado pelo líder da oposição, senador Rogério Marinho. Houve um movimento bem-sucedido no sentido de não votação do tema”, disparou Randolfe.

Ainda segundo Randolfe Rodrigues, mesmo com o resultado por maioria na CCJ, houve uma “desmobilização do plenário” para que a PEC não fosse votada. Isso, no entanto, não deve impedir que o governo tente aprovar o texto antes do segundo turno da eleição presidencial.

“Nós vamos tentar ainda votar no curso do mês de setembro em uma eventual convocação extraordinária, ou ainda no próximo esforço concentrado, que ocorrerá na segunda semana de outubro”, disse.

O governo Lula tem pressa para aprovar o fim da escala 6x1, que será levantada pelo petista como uma de suas principais bandeiras na campanha à reeleição. Logo após o primeiro turno, o Senado já conhecerá os eleitos para 54 das 81 cadeiras, cenário que tende a reduzir o apelo político sobre os parlamentares atuais.

Nas últimas semanas, Lula e Alcolumbre se reuniram pelo menos quatro vezes para reatar as relações e avançar com as pautas governistas no Congresso. Desde então, o parlamentar avançou com análises e votações de projetos como a própria PEC do fim da escala 6x1, a da Segurança Pública, a isenção da “taxa das blusinhas” e o marco legal de exploração de minerais raros.

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