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Lula volta para a prisão em Curitiba, carceragem da PF
Lula está preso na Polícia Federal, em Curitiba: defesa acusa Moro de agir com parcialidade no caso tríplex.| Foto: Hamilton Bruschz/Gazeta do Povo

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), liberou nesta segunda-feira (10) para julgamento um pedido de liberdade apresentado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O pedido está na Segunda Turma do STF e pode ser analisado já nesta terça-feira (11), segundo o jornal O Globo.

A liberação ocorre em meio à divulgação de supostas conversas entre o ex-juiz Sergio Moro, que condenou o ex-presidente à prisão, e o procurador Deltan Dallagnol, chefe da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba, que indicariam comportamentos inapropriados e partidarizados de membros da operação.

O pedido de habeas corpus foi apresentado pela defesa de Lula no ano passado, quando Moro aceitou o convite do então presidente eleito Jair Bolsonaro para comandar o Ministério da Justiça. O habeas corpus começou a ser analisado no colegiado em dezembro do ano passado. Após dois votos contra a concessão da liberdade a Lula, Gilmar Mendes pediu vista, ou seja, mais tempo para analisar o caso.

Um dos argumentos do pedido de liberdade é o de que Moro conduziu o processo com parcialidade, "impondo condenação desprendida de lastro probatório idôneo", diz parecer da Procuradoria-Geral da República. Sergio Moro era juiz titular da 13ª Vara Federal de Curitiba e foi responsável pela condenação de Lula no caso do triplex em Guarujá (SP).

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