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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está em Nova York com pelo menos 73 pessoas nominalmente autorizadas pelo governo a viajar para a cidade durante a programação da 81ª Assembleia Geral da ONU, que começa na terça-feira (22). O levantamento, feito pelo Poder360 a partir de atos publicados no Diário Oficial da União (DOU), inclui ministros, assessores, servidores e integrantes de diferentes órgãos, além da primeira-dama Janja Lula da Silva.
O número, porém, não representa necessariamente o tamanho total da comitiva, porque dois despachos autorizam funcionários do Gabinete Pessoal e da Assessoria Especial sem informar quantos servidores viajaram. Parte dos integrantes também tem como destino a Semana do Clima de Nova York, evento realizado paralelamente à programação da ONU.
A Gazeta do Povo procurou a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom) e o Ministério das Relações Exteriores para explicarem quem são os integrantes da comitiva e aguarda retorno.
De acordo com a apuração, Lula viaja acompanhado dos ministros Mauro Vieira (Relações Exteriores), Esther Dweck (Gestão), Luiz Eloy Terena (Povos Indígenas), e Rachel Barros (Igualdade Racial). Ao Poder360, o Itamaraty confirmou os quatro integrantes da comitiva presidencial.
Por outro lado, Lula não levou os presidentes da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), na viagem. Governadores também ficaram de fora, diferente de 2025 em que a comitiva presidencial incluiu seis ministros e dois governadores.
A justificativa, segundo informações preliminares, é de que a permanência do presidente em Nova York será mais curta por conta das eleições. Ele deve retornar ao Brasil ainda na terça-feira (22) após seu discurso na abertura da Assembleia Geral da ONU.
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Encontros com socialistas
Nesta segunda-feira (21), Lula cumpre uma agenda de encontros políticos com socialistas, como o prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, o senador americano Bernie Sanders e o presidente do Uruguai, Yamandú Orsi.
O encontro com Mamdani foi solicitado pelo próprio prefeito e ocorre em meio à aproximação política entre setores da esquerda brasileira e americana. Já Sanders mantém uma relação antiga com Lula e, em 2019, durante a prisão do petista, declarou que estava “mais claro do que nunca” que Lula “foi preso em um processo politizado que lhe negou um julgamento justo e o devido processo legal”.
Sanders também se manifestou contra o impeachment de Dilma Rousseff (PT) e esteve com Lula em Washington em 2023. O senador americano ainda fez críticas a ações da direita brasileira e defendeu eleições livres e respeito ao resultado das urnas.
Outro encontro previsto é com Yamandú Orsi, presidente do Uruguai desde março de 2025 e aliado político de Lula na América Latina. A reunião completa a agenda de encontros bilaterais programada para esta segunda-feira (21).
Lula chegou a Nova York no domingo (20) e está hospedado na residência do representante do Brasil junto à ONU, Sérgio Danese. A comitiva recebeu dezenas de pedidos de reuniões, mas apenas parte deles foi incluída na agenda presidencial.
Uma das principais dúvidas da viagem é um eventual encontro com Donald Trump, que não aparece como compromisso oficial da agenda brasileira. Os dois presidentes estarão em Nova York durante a Assembleia Geral da ONU e podem se cruzar nos bastidores, como ocorreu no ano passado, mas não há reunião bilateral confirmada.








