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Lewandowski
O novo ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski.| Foto: Fellipe Sampaio/SCO/STF.

Resultado de enquete com leitores da Gazeta do Povo, que esteve no ar entre os dias 11 e 18 de janeiro, aponta que 94% não consideram ética a indicação de Ricardo Lewandowski, ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) para o comando do Ministério da Justiça. Ao todo, 1.242 leitores responderam a enquete, e apenas 6% concordaram com a indicação.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) indicou Lewandowski no dia 11 de janeiro para ocupar o cargo de Flávio Dino, que assumirá uma cadeira no STF. Nome de confiança do petista, Lewandowski deixou o tribunal em abril do ano passado com amplo prestígio entre os colegas. Na época, já era considerado um nome forte para integrar o primeiro escalão do Executivo ou alguma embaixada no exterior.

O novo ministro da Justiça está entre os magistrados do STF que votaram pela suspeição do ex-juiz da Lava Jato, Sergio Moro, no caso do triplex do Guarujá (SP). Como resultado, em junho de 2021, por 7 votos a 4, o STF anulou as acusações contra Lula referentes ao caso.

Com Lewandowski no comando do Ministério da Justiça – que abriga a Polícia Federal, a Polícia Rodoviária Federal, o Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional (DRCI), a Secretaria Nacional de Políticas Penais (antigo Depen, que cuida da questão penitenciária) – Lula espera ter um aliado que não lhe traga más surpresas, seja impedindo que nasça uma nova Lava Jato, seja tentando evitar que uma possível explosão da criminalidade no país atinja a imagem do governo e sua popularidade.

Recentemente, o ex-ministro do STF também demonstrou proximidade com Movimento Sem-Terra (MST), que é historicamente ligado ao PT e Lula. Em evento promovido pelo MST, no início de dezembro do ano passado, Lewandowski criticou a "democracia liberal burguesa" e chamou o Movimento de "exemplo".

A indicação de Lewandowski foi elogiada por ministros do STF e por aliados do governo petista. Por outro lado, a oposição não mediu críticas sobre a “parceria política” entre governo e STF.

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