Publicidade
Dark Horse

Mario Frias protesta contra exposição de operação da PF: “Assassinato de reputação”

O deputado federal Mario Frias. (Foto: Marcello Casal Jr / Agência Brasi)

Ouça este conteúdo

O deputado federal Mario Frias (PL-SP) voltou a se manifestar nesta segunda-feira (14) sobre a investigação do financiamento do filme Dark Horse. Segundo o parlamentar, que é candidato à reeleição, as “suspeitas” do caso foram noticiadas como “sentenças”.

Mario Frias veio a público para citar a reportagem da Gazeta do Povo, que noticiou as conclusões de uma perícia particular de que os recursos da produção são rastreáveis.

“Durante meses, tentaram transformar suspeitas em sentenças e insinuações em verdades. Chegaram ao absurdo de associar meu nome ao PCC”, queixou-se o parlamentar.

Frias já havia se manifestado publicamente no sábado, dizendo que todas as verbas aplicadas no filme tiveram origem e aplicação legais.

Operação de busca

A Polícia Federal (PF) realizou, na última quinta-feira, uma operação de busca e apreensão em 49 residências para localizar provas. De acordo com o parlamentar, sua família teria passado por uma exposição a armas de fogo durante os procedimentos. Ele não deu detalhes.

“Entraram na minha casa. Invadiram o lugar que deveria ser o último refúgio de qualquer homem: o seu lar. Apontaram armas para a minha sogra, uma senhora de idade, e para a minha filha, uma adolescente de apenas 15 anos”, escreveu ele em sua conta no X.

Procurada, a Polícia Federal informa não comentar operações e investigações em andamento.

Fim do sigilo

Os ministros do STF André Mendonça e Flávio Dino levantaram, neste domingo (13), o segredo de Justiça das investigações sob sua responsabilidade sobre o financiamento do filme biográfico do ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre pena de 27 anos em prisão domiciliar humanitária.

Também estão sendo investigados contratos com a Prefeitura de São Paulo e uma suposta relação dos investigados com o crime organizado.

Em sua decisão, Dino aludiu a um "sofisticado esquema de alocação e desvio de recursos públicos", com possíveis vínculos "com a facção Primeiro Comando da Capital (PCC)", recentemente considerada terrorista pelo governo dos EUA.

Outros suspeitos

Estão sob suspeita cerca de trinta pessoas, entre elas a empresária Karina Ferreira da Gama, produtora executiva do filme. Karina contratou uma perícia particular para se defender.

"A perícia não identificou entradas de caixa oriundas de recursos públicos, repasses governamentais ou financiamentos. Tampouco foram localizados valores recebidos a título de patrocínio, sejam eles públicos ou privados — como recursos advindos de incentivos fiscais da Lei Rouanet", diz o documento, assinado pelo perito Anísio Castelo Branco.

Roteirista do filme, Frias é investigado pelo envio de recursos de suas emendas orçamentárias à Go Up, organização não governamental vinculada aos produtores.

As mesmas suspeitas pesam sobre os deputados Bia Kicis (PL-DF) e Marcos Pollon (PL-MS). Todos negam.

Um suposto financiamento irregular de Dark Horse também seria objeto de outro processo no Supremo, que tem como investigado o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato presidencial do PL nas eleições do próximo mês de outubro.

Neste caso, Flávio é investigado por corrupção, lavagem de capitais e evasão de divisas. Ele nega todas estas suspeitas.

Use este espaço apenas para a comunicação de erros

Principais Manchetes

Receba nossas notícias NO CELULAR

WhatsappTelegram

WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.