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O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta quinta-feira (17) que foi advertido sobre possíveis represálias caso levasse adiante as informações recebidas da Polícia Federal (PF) relacionadas ao caso Master. O ministro é relator do processo e disse que os alertas incluíam ataques contra ele e pessoas próximas, mas declarou que continuará exercendo suas funções.
Segundo o ministro, as advertências ocorreram de maneira “implícita e explícita” depois que decidiu avançar com os dados obtidos pela PF. Mendonça levantou o sigilo de um relatório que identificou mensagens trocadas entre o ex-banqueiro preso Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes.
“Quando decidi levar adiante as informações que recebi da Polícia Federal, sabia que viriam represálias. Fui advertido, de forma implícita e explícita, de que viriam ataques à minha pessoa e a pessoas próximas a mim”, afirmou.
Mendonça tem sido alvo de ataques internos principalmente de Gilmar Mendes e Flávio Dino, que levantaram críticas e insinuações sobre uma suposta relação com Vorcaro. Durante o julgamento da última terça-feira (15), que avaliaria a abertura de uma investigação de Moraes, os ministros o acusaram de exercer uma atuação político-eleitoral à frente do caso.
“No entanto, nada tenho a temer. [...] Assim, apesar dos ataques e tentativas de intimidação, seguirei cumprindo meu dever com serenidade e responsabilidade”, afirmou.
Mais cedo, Mendonça também respondeu a Gilmar Mendes em relação aos ataques de terça-feira (15) e de que teria feito um “ajuste prévio” com o colega Luiz Fux na análise da decisão que afastou o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, das funções. Ele afirmou que “jamais ameaçou quem quer que seja de execração pública”.
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A nova declaração de Mendonça ocorre em meio ao agravamento da crise histórica entre os ministros do STF, agravada pela condução das apurações relacionadas ao Banco Master.
Nesta quinta-feira (17), o presidente do STF, Luiz Edson Fachin, desmarcou o julgamento do próximo dia 23 que analisaria o pedido de investigação de Mendonça por suposto abuso de autoridade na condução das investigações.
No despacho sobre o adiamento, Fachin afirmou que a questão de ordem apresentada no julgamento de terça-feira (15) precisa ser resolvida antes de encaminhar a análise do caso de Mendonça.








