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Fim do prazo

Moraes manda PGR avaliar pedido da Receita sobre joias sauditas de Bolsonaro

Moraes manda PGR avaliar pedido da Receita sobre joias de Bolsonaro
Receita Federal afirma que precisa dos laudos da PF para instruir processo de perdimento das joias sauditas de Bolsonaro. (Foto: EFE/Isaac Fontana)

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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quinta-feira (23) que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifeste sobre o pedido “urgente” da Receita Federal para acessar os laudos do caso das joias sauditas do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Segundo a Receita, a urgência é necessária devido ao prazo decadencial de cinco anos para a aplicação da pena de perdimento, que consiste na transferência da propriedade dos bens para a União.

Como os fatos ocorreram em outubro de 2021, o prazo para a aplicação da penalidade expira em 21 de outubro de 2026. Entre os itens citados nos autos estão conjuntos de joias da marca Chopard, incluindo relógios, colares e canetas.

O órgão solicitou acesso imediato a laudos periciais elaborados pela Polícia Federal para instruir o procedimento administrativo fiscal e viabilizar a análise de infrações à legislação aduaneira. A PGR deve enviar o parecer em 5 dias.

Na petição,a Receita argumentou que o compartilhamento dos laudos é essencial para garantir a "higidez e a convergência das informações" e evitar avaliações dissonantes entre os órgãos públicos.

A Polícia Federal já havia informado anteriormente que o envio desses documentos dependia de autorização expressa de Moraes, relator do caso.

A atual fase do processo sucede uma decisão do ministro, proferida no início deste mês, que autorizou a transferência da custódia das joias da Caixa Econômica Federal, em Brasília, para a Alfândega do Aeroporto de Guarulhos (SP).

A Receita Federal afirmou que essa transferência era "imprescindível" para o prosseguimento do rito de perdimento dos bens que ingressaram no território nacional sem a devida declaração aduaneira.

Em março deste ano, a PGR defendeu o arquivamento da investigação, apontando que não há base legal para oferecer denúncia, pois a legislação não é clara sobre a destinação de presentes recebidos por presidentes da República.

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