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Parlamentares da oposição intensificaram nesta terça-feira (18) a pressão por novas medidas de investigação contra Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, após mensagens encontradas no celular da empresária Roberta Luchsinger apontarem para uma possível atuação do filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em articulações com empresários e integrantes do governo federal, no que pode configurar tráfico de influência.
O senador Carlos Viana (PSD-MG), que presidiu a CPMI do INSS, protocolou pedido ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), para que sejam adotadas providências no caso. No documento, ele pede a preservação imediata das provas e que seja avaliada a possibilidade de que Lulinha seja ouvido pelas autoridades responsáveis pela investigação.
“Ninguém pode estar acima da investigação. Nem mesmo o filho do presidente da República. O Brasil merece saber a verdade”, afirmou o senador.
O parlamentar também voltou a questionar uma decisão anterior do STF que, segundo ele, impediu a quebra de sigilos de Lulinha, do irmão do presidente e de outras pessoas, aprovada no âmbito da CPMI do INSS.
Segundo Viana, as novas revelações reforçam a necessidade de revisar a decisão e permitir que as autoridades tenham acesso às informações necessárias para esclarecer os fatos. “Filho do presidente, senador, deputado, todo mundo tem que prestar declarações”, disse.
Lulinha não é investigado pelas fraudes nos benefícios de aposentados e pensionistas, mas pelo suposto tráfico de influência no governo federal.
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Líder da oposição quer acionar PGR
Na Câmara, o líder da Oposição, deputado Cabo Gilberto Silva (PL-PB), pretende protocolar uma representação na Procuradoria-Geral da República (PGR) cobrando providências em relação a Lulinha.
O deputado quer que a PGR avalie a preservação imediata das provas. Ele também pedirá a oitiva do filho de Lula e outras medidas consideradas necessárias para o avanço das investigações. “Se a própria Polícia Federal considera ouvi-lo, o Brasil precisa de respostas”, afirmou Silva.
O parlamentar ressaltou que a condição de filho do presidente da República não deve impedir a apuração dos fatos.
Segundo informações reveladas pelo Metrópoles e confirmadas pela Gazeta do Povo, os diálogos indicam que Lulinha mantinha com a empresária uma relação que, além do vínculo pessoal, envolveria assuntos empresariais e contatos com diferentes setores da administração federal.
Nas conversas, Lulinha menciona encontros com pessoas de diferentes pastas e trata de reuniões que poderiam envolver interesses empresariais. Para investigadores, o conteúdo pode ajudar a esclarecer se ele teve participação ou orientou articulações entre empresários, Luchsinger e integrantes do governo.
As mensagens ainda estão sendo analisadas em seu contexto integral. Portanto, os diálogos não representam, até o momento, uma conclusão judicial de que Lulinha tenha cometido tráfico de influência.
Outro lado
A defesa de Lulinha contesta a interpretação das mensagens divulgadas, afirmando que os trechos são fragmentos de material sigiloso e podem estar fora de contexto, além de questionar sua origem e integridade. Os advogados dizem confiar nas investigações e que só se manifestarão de forma mais detalhada após terem acesso integral ao material das quebras de sigilo, ao mesmo tempo em que pedem a apuração de eventual vazamento de informações por agentes públicos.
Os defensores do filho de Lula também afirmam que Lulinha vive na Espanha, trabalha na iniciativa privada e não mantém relação com o governo brasileiro, destacando que as quebras de seus sigilos fiscal e bancário não teriam identificado provas ou indícios de irregularidades.
Já a defesa de Roberta Luchsinger optou por não comentar, sob o argumento de que o inquérito permanece sob sigilo.








