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Senado

Oposição pede urgência para derrubar decreto de Lula contra big techs

Requerimento encabeçado por Esperidião Amin pede análise urgente de projeto que pode sustar decreto de Lula.
Requerimento encabeçado por Esperidião Amin pede análise urgente de projeto que pode sustar decreto de Lula. (Foto: Carlos Moura/Agência Senado)

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A oposição no Senado pediu a atribuição do regime de urgência para um projeto de decreto legislativo que pretende suspender o decreto da regulamentação das big techs assinado pelo presidente Lula (PT) em maio. O texto entrou em vigor na segunda-feira (20) e o requerimento é da última sexta-feira (17).

"O decreto cria incentivos para restrições excessivas ao fluxo de informações e opiniões na internet, comprometendo a liberdade de expressão, o pluralismo político e o debate público democrático, especialmente em contextos eleitorais", argumentam os líderes do PP, Doutor Hiran (RR), do PL, Carlos Portinho (RJ) e do PSDB, Plínio Valério (AM).

A medida endureceu o cerco contra as plataformas, ampliando a responsabilidade pela remoção de conteúdos mesmo sem um pronunciamento da Justiça. Na prática, o que houve foi a regulamentação do Marco Civil da Internet, que já foi alvo do Supremo Tribunal Federal (STF) em uma ação que caminhou no mesmo sentido.

Com a vigência, as plataformas passaram a estar sujeitas à responsabilização judicial caso não monitorem e excluam conteúdos considerados criminosos. Os conteúdos impulsionados receberam um tratamento diferenciado: as plataformas serão automaticamente consideradas responsáveis caso sejam veiculados anúncios com conteúdos tidos como ilícitos, "independentemente de notificação".

A oposição alega que o tema deveria ser debatido por meio de outro projeto de lei, e não por um decreto. No julgamento que derrubou parcialmente o artigo 19 do Marco Civil da Internet, os ministros definiram que a responsabilidade automática das redes só vale "enquanto não sobrevier nova legislação".

A regulamentação de Lula afirma "assegurar a liberdade de expressão" ao exigir a observância da liberdade religiosa, da liberdade de informação e de crítica ou sátira. Ao mesmo tempo, porém, estabelece que a avaliação da culpa das redes levará em consideração o quão rápida e dura foi a resposta ao conteúdo.

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