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Possível sanção

Oposição ganha novo fôlego com possível sanção dos EUA contra Moraes

Possibilidade de sanção dos EUA contra Moraes dá novo fôlego à oposição
Possibilidade de sanção dos EUA contra Moraes dá novo fôlego à oposição. (Foto: Gustavo Moreno/STF)

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Parlamentares brasileiros repercutiram a fala do secretário norte-americano Marco Rubio sobre a possibilidade de o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes sofrer sanções por ataques à liberdade de expressão e violações de direitos humanos. A manifestação de Rubio ocorreu durante uma audiência da Comissão de Relações Exteriores dos Estados Unidos, realizada nesta quarta-feira (21). 

O deputado Marcel van Hattem (Novo-RS) divulgou em suas redes sociais trechos da audiência e avaliou que o episódio mostra como a situação do Brasil passou a ser um tema internacional. “O que está sendo tratado é a violação dos direitos humanos no mundo todo e, lamentavelmente, também no Brasil. De forma muito triste, mas, pra quem é da oposição, também felizmente, a perseguição política no nosso país virou tema internacional, impactando não só brasileiros, mas também cidadãos norte-americanos”, declarou Marcel. 

Durante a audiência realizada nos Estados Unidos, o deputado republicano Cory Mills questionou o secretário Rubio sobre a situação do Brasil, mencionando a perseguição política contra a oposição, incluindo jornalistas e cidadãos comuns. Mills também destacou a “iminente prisão politicamente motivada” do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Rubio então afirmou que há “grandes possibilidades” de o ministro Alexandre de Moraes ser alvo de sanções sob a Lei Global Magnitsky, que é utilizada contra agentes públicos envolvidos em graves violações de direitos humanos. 

O deputado licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) também comentou a possibilidade de sanções a Moraes, agradecendo ao deputado republicano pela intervenção. “Dep. Cory Mills é um homem de palavra, disse e fez”, disse Bolsonaro ao publicar uma foto em que aparece com Mills e o deputado Filipe Barros (PL-PR). Barros, por sua vez, destacou as trocas de informações que ocorreram durante a sua viagem aos Estados Unidos na semana passada. Ele afirma que tratou sobre os "problemas que brasileiros e americanos enfrentam com o judiciário do nosso país".

A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) aproveitou para fazer críticas. "Já passou da hora de burocratas não eleitos responderem por seus atos de tirania e abusos constitucionais. Com um Senado omisso, o caminho é combater a ditadura de fora!", disse a deputada. Júlia também parabenizou Eduardo Bolsonaro pela dedicação ao tema.

Para van Hattem, a sinalização vinda de Washington representa um claro recado ao governo brasileiro e às autoridades acusadas de restringir liberdades fundamentais. “Essa notícia demonstra como os Estados Unidos estão reafirmando seu papel em um momento crucial de defesa da liberdade de expressão e a sanção à violação de direitos humanos e outras atitudes ilegais que atingem, inclusive, brasileiros e americanos em solo norte-americano. É uma forma de demonstrar ao Brasil e ao mundo que a situação aqui não é tolerável e que a perseguição política precisa acabar, sob risco da maior democracia do mundo acabar tomando atitudes contra líderes brasileiros, nos colocando numa situação internacional mais constrangedora”, completou Marcel. 

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